NESTA TERÇA-FEIRA (04/08) OS RADARES ESTARÃO OPERANDO NOS SEGUINTES LOCAIS:

RADAR 1 - AVENIDA GETÚLIO VARGAS (BAIRRO/CENTRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H;

RADAR 2 - AVENIDA GETÚLIO VARGAS (CENTRO/BAIRRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H;

RADAR 3 - AVENIDA COMENDADOR ALFREDO MAFFEI (CENTRO/BAIRRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H.

A Guarda e o Departamento Municipal de Fiscalização de Ibaté vão intensificar as rondas com intuito de inibir a utilização do cerol ou linha chilena, durante as férias escolares.

Esse período é comum que crianças e adolescentes empinem pipas pelas ruas de Ibaté. “Porém, existe uma preocupação: o uso de cerol e da linha chilena, o que deixa toda a população preocupada e incomodada, principalmente, os motociclistas”, comentou o comandante da Guarda, Vitor Reis.

Ele avisa que a corporação e os fiscais da prefeitura estarão nas ruas com o objetivo de orientar e evitar que aconteça algum acidente. “Como fazemos todos os anos, num primeiro momento a gente alerta os jovens que gostam de soltar pipa, bem como, os pais e responsáveis das crianças. Constatado o uso do cerol, o material será apreendido e a Fiscalização aplica a multa de acordo com a Lei Municipal”, alertou.

Vitor alerta que os maiores riscos do cerol e da linha chilena são os cortes causados por elas. “Os motociclistas são as principais vítimas, pois estão mais vulneráveis ao perigo. O pescoço é a parte sempre mais atingida”, afirmou.

Especialistas afirmam que no pescoço passa uma artéria importante do corpo humano e o corte dela pode provocar um intenso sangramento levando até a morte, em poucos minutos.

Em outros casos, motociclistas tentam retirar a linha do pescoço e acabam decepando dedos, cortando mãos e pulsos. Outros acidentes com cerol envolvem pedestres, ciclistas, skatistas e outros.

Em Ibaté, a Lei Municipal n°2172/05 proíbe o comércio, a fabricação e o uso de cerol, resultando em multa para quem for pego com o material cortante.

CEROL

Cerol, cortante e preparo são nomes atribuídos a uma mistura de cola de sapateiro com vidro moído que é aplicada em linhas de pipas para cortar as linhas de outras no ar, uma espécie de desafio com finalidade recreativa.

O cerol é colocado diretamente na linha que será usada para empinar a pipa. A cola serve como aglomerante, enquanto o pó de vidro ou ferro serve como abrasivo. O resultado é uma linha extremamente cortante, que pode trazer riscos para quem aplica e para quem usa a linha com cerol.

Além disso, as linhas com cerol trazem riscos para a vida selvagem, em especial pássaros, para pedestres, ciclistas, motociclistas e motoristas de carros conversíveis.

No Brasil, as atividades envolvendo a substância têm seu ápice nos meses de janeiro, fevereiro, junho, julho e dezembro, que correspondem aos períodos de férias escolares, onde é bem maior a realização de disputas entre as crianças e adolescentes para ver quem consegue cortar a linha da pipa do outro.

 



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