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RADAR 3 - Av.Dr. Heitor José Realli (Bairro/Rodovia) velocidade máxima permitida de 60 km/h.

Estudar como a criança pensa o mundo, investigando a própria criança, é a proposta do grupo de pesquisa "Estudos sobre a criança, a infância e a educação infantil: políticas e práticas da diferença", formado em 1998, por diversos professores, pesquisadores e alunos dos departamentos de Teorias e Práticas Pedagógicas (DTPP) e Sociologia (DS) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

"Por muito tempo pensávamos que as crianças eram incapazes de influenciar a sociedade, somente o contrário era possível. Essa análise mudou e a Sociologia da Infância é o campo da ciência que avança na busca da compreensão do mundo pela perspectiva da criança", explica Anete Abramowicz, docente do DTPP e integrante do grupo.

Desde a década de 1980, a Sociologia da Infância vem se constituindo como um campo de pesquisa  internacional. Abramowicz conta que antes de 1980, a criança e a infância estiveram muito vinculadas à área de Psicologia e às Ciências Biológicas. "Além disso, a criança era entendida apenas como um componente da família, não protagonizava as pesquisas. Era pensada como um indivíduo em processo de desenvolvimento, em uma etapa da vida do ser humano", relembra a pesquisadora.

Abramowicz diz que a partir de 1980, mais intensamente na década de 1990, a Sociologia da Infância começou a se constituir como um campo do conhecimento que trouxe a criança  como protagonista dos estudos. "Os sociólogos haviam abandonado a criança, mas nos últimos anos esse panorama foi sendo transformado e o nosso grupo na UFSCar tem trabalhado intensamente com o tema, entendendo as crianças como atores sociais e como sujeitos dos seus processos de socialização, produtoras da diferença e da pluralidade", afirma a docente do DTPP.

O grupo de pesquisa tem se dedicado à compreensão das concepções teóricas sobre criança e infância na contemporaneidade por meio de suas multiplicidades: raça, gênero, sexualidade e etnia, além da classe social. O enfoque do grupo é compreender a infância também como uma experiência social que atravessa crianças e adultos indiferentemente.

As crianças e as relações étnico-raciais

Ana Cristina Juvenal da Cruz, docente do DTPP e integrante do grupo, concluiu, no ano passado, a pesquisa de pós-doutorado "Relações Étnico-raciais no Brasil: a pesquisa sobre criança e infância no Projeto Unesco". "Neste trabalho busquei analisar como as relações étnico-raciais entre crianças se tornaram objeto de investigação no Projeto Unesco, que investigava estas conexões no Brasil da década de 50", explica Juvenal da Cruz.

O estudo de pós-doutorado pretendeu entender como na década de 1950, a pesquisa sociológica e histórica sobre a criança e a infância se constituía no Brasil. "Uma das hipóteses que tínhamos é a de que, no momento em que as Ciências Sociais brasileiras se constituem como área de estudo e pesquisa, as temáticas das crianças e de suas infâncias se consolidam junto à pesquisa sobre as relações raciais", diz a professora da UFSCar.

"Isso foi comprovado porque as pesquisas do Projeto Unesco, que vão tratar especificamente sobre a criança negra, caem num certo ostracismo científico, que ignora a dimensão de que a área da pesquisa sobre infância no Brasil em sua genealogia foi sendo construída concomitante ao debate sobre a temática racial", conta a pesquisadora. O trabalho, portanto, buscou realizar um estudo histórico sobre como o debate a respeito da criança e da infância manteve fronteira com a questão sobre as relações raciais no País. 
Mais informações sobre o grupo de pesquisa "Estudos sobre a criança, a infância e a educação infantil: políticas e práticas da diferença", podem ser obtidas no site www.criancasinfancias.ufscar.br.



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