NESTA SEGUNDA-FEIRA (17/08) OS RADARES ESTARÃO OPERANDO NOS SEGUINTES LOCAIS:

RADAR 1 - AVENIDA COMENDADOR ALFREDO MAFFEI (CENTRO/BAIRRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H;

RADAR 2 - AVENIDA DR. HEITOR JOSÉ REALLI (BAIRRO/RODOVIA) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H;

RADAR 3 - RUA RUI BARBOSA (CENTRO/BAIRRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 40 KM/H.

De acordo com a diretoria e a equipe técnica do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) São Carlos o aumento de valor nas contas se deve a dois fatores: um aumento real do consumo e, com esse aumento, muitos consumidores mudaram de faixa tarifária, onde quanto mais se consome mais caro fica o metro cúbico de água.

Desde abril, em virtude da redução do número de leituristas devido ao afastamento dos servidores enquadrados em grupos de risco, o SAAE alterou o método de cobrança do consumo das contas mensais, aplicando os valores médios de consumo dos últimos 6 meses registrados nos históricos de leituras, em consonância com a Resolução ARES-PCJ nº 345, de 23 de março de 2020. Já em junho em alguns setores da cidade a leitura presencial já começou ser realizada novamente.

A autarquia garante que nesse período de quarentena o consumo de água nas residências tem aumentado significativamente devido as escolas, universidades e creches estarem com atividades paradas, bem como o fechamento temporário do comércio em geral, de clubes e academia, com isso mais pessoas ficaram em casa redobrando os cuidados com higiene, o que contribuiu para o aumento de consumo.

As contas objeto de questionamento referem-se ao consumo real do imóvel, resultado da diferença apurada entre o consumo do período de aplicação das médias (abril e maio), em função daquele efetivamente consumido e registrado pela leitura real (junho). “Em virtude das reclamações vamos adotar um novo critério para resolver essa questão para não prejudicar nem o usuário e nem o SAAE porque o consumo foi real. Quem teve esse acúmulo com a leitura vamos fazer uma nova cobrança sobre a média e os valores excedentes serão cobrados em 12 meses, porém escalonada a partir da faixa zero de cobrança do metro cúbico, o que vai diminuir o valor da conta de junho. Antes nós somamos os três consumos (dois meses pela média e um pela leitura real) e dividimos por 3, automaticamente a faixa do metro cúbico foi maior em virtude da tabela de valores”, explica Lucimara Zambon, gerente de Controle de Micromedição do SAAE.

Como exemplo, para melhor esclarecimento, o SAAE demonstrou uma situação onde o usuário que recebeu a fatura de abril de 2020 com um consumo de 10 m³, mas na verdade consumiu 15 m³, e o mesmo fato ocorreu no mês de maio de 2020. Em junho, quando houve a leitura, o consumo veio acumulado, além da cobrança do consumo do próprio mês de junho, foram lançados na conta os 10 m³ não cobrados nas duas faturas anteriores (5 m³ de cada mês). E deve-se considerar que devido a esse acúmulo, as contas têm vindo com os valores acima do habitual, pois atingiram uma faixa de cobrança maior (tabela de valores abaixo).

O presidente do SAAE, Benedito Marchezin, alerta, que o serviço de leitura foi retomado em toda a cidade desde 01/07/2020, e que em virtude da leitura real, poderá haver os devidos ajustes para quem consumiu abaixo ou acima da média, nas faturas posteriores sem prejuízos para os usuários. “Desde o início da pandemia, do isolamento social, registramos um aumento significativo no consumo, mais de 10% na demanda e os usuários não ficaram atentos que a mudança na faixa de consumo altera os valores da conta. Agora a solução encontrada foi fazer um escalonamento da diferença apurada, o que vai proporcionar uma diminuição de até 40% em cada conta”, afirma Marchezin.

Para o vereador Edson Ferreira que alertou o SAAE sobre as reclamações, o novo critério que será utilizado pela autarquia para a cobrança dos excedentes contempla o que foi solicitado. “O posicionamento do SAAE contempla o que reclamamos e solicitamos para a resolução do problema. Agora eles vão aplicar uma nova fórmula de cálculo, reduzindo os valores das contas e parcelando o excedente, favorecendo dessa maneira o usuário. O importante é que cada usuário também solicite a revisão da sua conta se percebeu uma cobrança não habitual. Mas também lembramos que agora os leituristas já estão nas ruas, portanto é preciso tomar cuidado com os excessos”, alerta o vereador.

“A proposta elaborada pelo SAAE satisfaz os questionamentos feitos pelo PROCON que participa como defesa desse consumidor que recebeu a conta e não entendeu os valores diferenciados. A reunião foi muito esclarecedora e a solução apresentada contempla o consumidor, porém mesmo assim quem ainda se sentir prejudicado deve procurar a autarquia e se não resolver, acionar o PROCON que fará a intermediação”, afirma Juliana Cortes, diretora do PROCON São Carlos.

A equipe da autarquia lembrou que o consumo apresentado em determinados imóveis, podem ser resultados de vazamentos que não foram percebidos durante o período em que se aplicou a média de consumo, cujas contas, após conserto dos respectivos vazamentos poderão ser objetos de revisão. Cada caso é individual e será analisado separadamente.

O SAAE orienta aos usuários, cujo consumo real registrado excedeu a média de consumo habitual, a entrarem em contato com a autarquia para análise da conta e demais orientações através dos seguintes canais de atendimento: pelos e-mails Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelos telefones (16) 3371-9000 ou 0800-111-064. A ligação é gratuita.



Comentário(s) 

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cesar | 04 Julho 2020
Estranho, nunca erram para menos, não arrumam os vazamentos, sempre não dá certo. Se fosse uma empresa privada todos seriam dispensados, mas como é daquele jeitão mista, carguinhos e outras mazelas, o povo paga" vida de gado, povo calado e povo feliz".