NESTA SEGUNDA-FEIRA (17/08) OS RADARES ESTARÃO OPERANDO NOS SEGUINTES LOCAIS:

RADAR 1 - AVENIDA COMENDADOR ALFREDO MAFFEI (CENTRO/BAIRRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H;

RADAR 2 - AVENIDA DR. HEITOR JOSÉ REALLI (BAIRRO/RODOVIA) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H;

RADAR 3 - RUA RUI BARBOSA (CENTRO/BAIRRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 40 KM/H.

Em reunião pública realizada na Câmara Municipal nesta quinta-feira (2), por solicitação do vereador Paraná Filho (PSL), autoridades da Saúde e representantes da Santa Casa de Misericórdia, que concordaram em realizar novo encontro até a próxima terça-feira (7) para viabilizar a construção de 16 leitos de UTI destinados ao tratamento de pessoas infectadas com a Covid-19.
 
Estiveram presentes à reunião na sala das sessões da Câmara, o secretário municipal de Saúde, Marcos Palermo, da diretora do Departamento Regional de Saúde (DRS III), Sônia Regina Souza Silva do provedor da Santa Casa, Antonio Valério Morillas Júnior e do diretor clínico Flavio Guimarães, das chefes da Vigilância Sanitária, Maria Fernanda Cereda, e da Vigilância Epidemiológica, Crislaine Aparecida Antonio Mestre. Também compareceram a chefe de Gabinete da Secretaria de Saúde, Vanessa Barbuto, e o diretor de Gestão e Cuidado Hospitalar, Fausto Espósito, e diversos vereadores.
 
 Na avaliação de Paraná Filho, o encontro alcançou o objetivo de conciliar e um distanciamento que havia entre a Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Saúde e a Santa Casa com relação a essa questão.
 
LEITOS DE UTI - A reunião foi agendada para discutir a taxa de ocupação dos leitos de UTI do hospital e a possibilidade de interrupção do atendimento sem referenciamento do Serviço Médico de Urgência como condição para a construção de novos leitos. Segundo o parlamentar, o encontro permitiu que a secretaria municipal e a Santa Casa possam estudar “como cada um pode ceder um pouquinho para que esses leitos sejam construídos”.
 
“Este é um assunto de muita importância para o município, que precisa desses leitos, porque temos que estar preparados para o pico da Covid-19 que os especialistas dizem que não chegou, e com a construção de mais 16 leitos, se forem referenciados como acredito que serão, nós termos uma taxa de ocupação muito baixa”, disse Paraná Filho. “Isso vai nos proporcionar irmos para a fase verde da flexibilização e aí nós teremos a possibilidade de abertura maior do comércio, com a economia quase que dentro de sua normalidade”, acrescentou.
 
Ele observou que “não se pode admitir recuo em um processo que envolve recursos dos governos federal, estadual e municipal, então a Câmara fez o papel de conciliadora”. Ressaltou que caso a Santa Casa não consiga construir os leitos por falta de espaço ou por conta do referenciamento do SMU, “que ela assuma pelo menos uma parte desses 16 leitos e os demais a gente possa abrir uma discussão com o Hospital Universitário para que ele  possa receber lá esses demais leitos”.
 
REFERENCIAMENTO - Esteve em pauta durante a reunião a questão do referenciamento, pelo qual somente os casos mais graves, de alta complexidade, serão direcionados para a Santa Casa e pacientes com sintomas leves serão atendidos exclusivamente pelas UPAs e Unidades Básicas de Saúde.
 
Os vereadores manifestaram concordância com a medida, mas solicitaram que sua implantação não seja adotada no momento. Nesse sentido se posicionaram os vereadores que fizeram uso da palavra durante a reunião: Robertinho Mori, Elton Carvalho (presidente da Comissão de Saúde da Câmara), Lucão Fernandes (presidente do Legilativo), Julio César, Roselei Françoso, Moisés Lazarine, Edson Ferreira e o propositor do encontro, Paraná Filho.
 
O secretário municipal de Saúde, Marcos Palermo, destacou o trabalho dos profissionais de saúde que atuam na linha de frente do combate à Covid-19 e informou sobre medidas estruturais adotadas pelo município para o enfrentamento da pandemia. Ele  afirmou que São Carlos ainda não está preparada para o atendimento referenciado devido à dificuldades de infraestrutura da rede básica de saúde.
 
COMPROMISSOS - O diretor clínico da Santa Casa, Flavio Guimarães, apresentou dados sobre o plano de contingência regional e os compromissos de estruturação assumidos e o desempenho do hospital, que não registrou contaminação de funcionários no enfrentamento da Covid-19. Guimarães fez referência a obras da Santa Casa, defendeu o referenciamento e enfatizou ser importante criar uma estrutura hospitalar permanente para o município.
 
A diretora do Departamento Regional de Saúde –III, Sonia, afirmou que estudos técnicos apontam que o pico do contágio de Covid-19 na região será entre os dias 15 e 18 de julho e que os leitos de UTI precisam ser implantados. “Prefiro pecar pelo excesso que pela falta”, disse, ao enfatizar que a gestão da saúde está na alçada da secretaria municipal de Saúde.
 
O médico Allan Galli discorreu sobre as dificuldades da rede básica de saúde e afirmou que as UPAs não terá condições de dar conta da demanda de pacientes com o referenciamento de porta da Santa Casa.
 
VEREADORES - O  presidente da Comissão de Saúde da Câmara, vereador Elton Carvalho a cidade não está preparada para o sistema referenciado e defendeu a criação de cargo de responsável técnico das UPAs.
 
O presidente da Câmara, Lucão Fernandes,disse que a Casa não mede esforços para equacionar os problemas de saúde pública na cidade. Ele defendeu que o município adote uma nova estrutura para o funcionamento das Unidades Básicas de Saúde e pediu bom senso aos gestores e prestadores de serviço, defendendo a implantação dos novos leitos na Santa Casa.
 
Julio Cesar opinou que não há condições atualmente para o atendimento referenciado e disse que o momento é adequado para decisões que possam melhorar a estrutura da rede de saúde. “O mundo não parou, ele se adiantou”, disse, com relação à pandemia.
 
Roselei Françoso destacou o alto índice de resolutividade da Santa Casa no atendimento de pacientes, conclamou as partes a terem sensibilidade diante do atual momento e disse que  o referenciamento necessita de uma parceria muito articulada para garantir que a população seja atendida de forma adequada.
 
Moisés Lazarine declarou não ser contra o referenciamento, mas alertou que o paciente “não pode voltar pra casa sem atendimento”. Ele defendeu o fortalecimento da rede básica de saúde, apontando para a incidência de outras doenças além da Covid-19 cujos pacientes precisam de atendimento.
 
Edson Ferreira manifestou preocupação com o referenciamento da Santa Casa dada a falta de estrutura da rede básica de saúde.
 
Paraná Filho pregou o investimento na estrutura de pelo menos uma UPA para diminuir o fluxo de pacientes da Santa Casa, onde a seu ver devem ser implantados os novos 16 leitos. “O importante é salvar vidas, estamos aqui na função de mediador, buscando uma conciliação”.
 
Fausto Rodrigo Sposito, diretor do Departamento de Gestão do Cuidado Hospitalar afirmou que o intuito é  trabalhar de forma coesa e ressaltou que houve avanço na questão do referenciamento que a seu ver, ocorrerá brevemente, com adoção de medidas para melhoria do atendimento  na rede básica.
 
Ficou estabelecido que uma nova reunião será agendada para o início da próxima, com participação de um representante da Câmara a ser designado pelo presidente Lucão Fernandes, na qual deverão ser finalizados os encaminhamentos quanto à construção dos 16 leitos e aos temas discutidos no Legislativo.


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