NESTA SEXTA-FEIRA (11/10) OS RADARES MÓVEIS ESTARÃO OPERANDO NOS SEGUINTES LOCAIS: 

RADAR 1- AV. COMENDADOR ALFREDO MAFFEI, OPOSTO AO N° 4001 SENTIDO CENTRO/BAIRRO VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H; 

RADAR 2- AV MORUMBI, PRÓXIMO AO N° 1416 CENTRO/BAIRRO VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 50 KM/H; 

RADAR 3- AV. GETÚLIO VARGAS, PRÓXIMO AO GINÁSIO MILTON OLAIO BAIRRO/CENTRO VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H.

 

 

Durante a 31ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de São Carlos da última terça feira (8) o Vereador Dimitri Sean (PDT) voltou a questionar o Secretário de Transportes e Trânsito Coca Ferraz e o Prefeito Ayrton Garcia acerca da abertura do Calçadão para a passagem de veículos automotivos. Durante seu discurso, Dimitri disse imaginar que essa ideia havia sido descartada: “Imaginei eu, se 80% da cidade é contraria então o Secretário vai deixar quieto esse assunto e não vai mais falar sobre isso”, se referindo à Consulta Pública lançada pela Câmara Municipal no dia 24 de Junho de 2018, em que 82,06% da população se mostrou contra a abertura do Calçadão para automóveis. Ele ainda continuou: “Muito tempo se passou desde então e nós tivemos a surpresa de que na verdade o Secretário só tinha deixado o plano em águas mornas, pra deixar as pessoas se esquecerem sobre o assunto, pra um dia aparecer lá com as máquinas e cortar todo o calçadão”.

As obras foram iniciadas no dia 16 de setembro desse ano sob o pretexto de respeitar a Consulta Pública, mas o que se observa no momento é a continuidade do projeto inicial, com a abertura de uma via com largura de três metros ao centro do calçadão, que será pavimentada posteriormente. Sobre isso Dimitri alarmou: “Não se enganem, vai ser instalado naquele local um pavimento que, embora não seja o asfalto preto, permite a passagem de veículos”. Ele ainda continuou: “Então, na verdade, eles vão colocar (um pavimento) camadas, umas mais escuras, umas mais claras, que têm um apelo estético maior, que custam mais caro e permitem a passagem do carro da mesma forma”, se referindo ao piso fulget que será utilizado para finalização da obra.

O vereador ainda afirmou que a abertura do Calçadão para automóveis não soluciona o problema de baixa nas vendas das lojas, além de se mostrar um grande prejuízo para a população que perde um dos poucos espaços de convivência que ainda resta na cidade. “Quem passou por lá na última semana viu a tragédia que está sendo feita. E tudo em nome do trânsito, dos carros, do comércio e do dinheiro”, disse.

Finalizando sua fala, Dimitri Sean ainda teve tempo de apontar outro problema que afeta a queda das vendas, na tentativa de demonstrar que o problema é muito maior do que se pensa e busca resolver através da revitalização e da abertura do Calçadão: ”Enquanto o comércio cobrar duas vezes mais caro do que se paga pelo mesmo artigo na internet, vai ser difícil que as pessoas vão até aquele local”.

Breve histórico dos acontecimentos

- No dia 30 de maio de 2018 o Secretário de Transportes e Transito Coca Ferraz lança a ideia do projeto de revitalização junto a Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC), contando com a abertura de uma via para tráfego de automóveis.

- Quinze dias depois é protocolado um abaixo assinado, com mais de 5 mil assinaturas, contra a abertura de uma via para a passagem de automóveis e pedindo a criação de um conselho municipal para promover uma ampla discussão sobre o tema;

- No dia 24 de junho de 2018 a Câmara Municipal lança uma Consulta Pública online, solicitada pelo vereador Elton Carvalho (PSB), para apurar a vontade da população.

- No dia 17 de agosto do mesmo ano é finalizada a consulta pública em que 82,06% rejeitam a abertura da via para passagem de automóveis;

- As obras só foram iniciadas realmente no dia 16 de setembro desse ano. Em entrevista ao EPTV1, no mesmo dia, o Secretário de Transportes e Transito Coca Ferraz disse: “em discussão com a população a grande maioria entendeu que não deveria ser aberto para o tráfego normal (de automóveis) o que vai ser permitido, à noite, por exemplo, eventualmente, o que será discutido num segundo momento, mas de cara, os únicos que poderão passar são ambulância, carro de polícia bombeiros e veículos especiais”;

- No dia seguinte, 17 de Setembro, o Presidente da Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC), José Fernando Domingues, relativizou a questão da passagem de veículos com ainda mais ênfase: “Em datas festivas como o Natal e Dia das Mães não vamos permitir a passagem de veículos para que o consumidor fique confortável para fazer suas compras. Porém, após essas datas, acredito que seja perfeitamente viável iniciar um estudo para deixar os veículos transitarem para que oxigene essa parte superior da Rua General Osório”;

- No dia 8 de Outubro durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de São Carlos o vereador Dimitri Sean (PDT) voltou a cobrar o Secretário de Transporte e Trânsito e o Prefeito sobre a abertura do calçadão para a passagem de automóveis.

 



Comentário(s) 

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leitor assíduo | 10 Outubro 2019
Dimitri tem razão. Se a intenção foi ignorar a decisão popular, por que consultar a opinião pública? A vontade da secretaria de trânsito e da acisc não se sobrepõem ao ânimo popular. Alias, qual a representatividade da tal acisc, se as grandes empresas instaladas na cidade sempre a ignoraram solenemente? Se a prefeitura menospreza a voz do povo, que a câmara assuma a defesa dos interesses dos cidadãos. São Carlos não é cidade de coronéis para que se cumpram questionáveis vontades minoritárias.
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cesar | 10 Outubro 2019
Falta de pulso e comando, o Boné deixa cada secretário fazer o que quiser, dane-se a opinião pública e tem a cara de pau em pensar na reeleição, não ganhara eleição nem para síndico de prédio, vergonhoso os edis que só em si próprios e não fiscalizam nada, vamos trocar todos sem exceção.
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Hamas | 10 Outubro 2019
Realmente o vereador tem toda razão , o que aquece a economia não é reforma de calçadão e sim mais empregos , menos impostos , isso só vem mostrar que a prioridade são os veículos não o ser humano , triste e lamentável a visão tacanha dessa gente.