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O empresário suspeito de participar da morte do prefeito de Ribeirão Bonito (SP) negou envolvimento no crime. “Ele não admitiu a participação em nenhum momento no assassinato”, disse o advogado de defesa, José Roberto Garcia, em entrevista à CBN de São Carlos nesta segunda-feira (6).

O empresário Manoel Bento Santana da Cruz, que se entregou à Polícia Civil de Limeira na noite de sexta-feira (3), prestou depoimento na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Carlos nesta manhã. Ele está preso temporariamente.
Segundo o advogado, o empresário estava em viagem quando soube do mandado de prisão.

"Ele tem contratos de trabalho com prefeituras de várias cidades, mas quando ficou sabendo do mandado decidiu se entregar para esclarecer os fatos tanto quanto a polícia. Ele não deve nada”, afirmou Garcia.

Ainda de acordo com o advogado, o empresário alegou que no dia do crime estava em Descalvado. “Inclusive, segundo ele, tem como provar isso. Então agora vamos buscar essas comprovações. Ele passou para mim e para o delegado que ele não tem participação no crime”, disse a defesa ao G1.

Vigilante preso

O vigilante Cícero Alves Peixoto, também suspeito de participar do crime, foi preso na noite de quinta-feira (2) em São Paulo e confessou a participação. Segundo o delegado do Geraldo Souza Filho, ele deu detalhes de como aconteceu o assassinato.
Peixoto já tem passagens pela polícia por outros dois homicídios. A advogada de defesa dele, Fabiana Carlino Luchesi, afirmou nesta segunda-feira (6) que ele admitiu ser coautor do crime, mas não foi o responsável pela execução.

“O Manoel convidou ele para auxiliá-lo numa vingança, mas ele só foi saber que era contra o prefeito quando ele retornou para a casa dele. A todo tempo, o Manuel dizia tratar-se de um funcionário da prefeitura que havia cortado o serviço dele e ele tinha perdido tudo em razão disso”, disse.

Segundo a advogada, em relato à polícia, Peixoto disse que o empresário ordenou que ele ficasse no carro enquanto abordava o prefeito e teria afirmado que “faria tudo com as próprias mãos”.

Em depoimento, Peixoto também afirmou que não recebeu nada em troca de auxiliar o empresário no crime. “O único dinheiro que o Cícero [Peixoto] recebeu do Manuel foi o valor de R$ 300 para pagamento das despesas das viagens de uma das vezes que ele veio para Ribeirão Bonito”, disse a advogada.

Já o advogado do empresário confirmou que seu cliente conhecia o vigilante, mas afirmou que não havia qualquer laço de amizade entre os dois. “A respeito do relacionamento dele com o rapaz, ele conhece, mas não tem amizade, contato.”
De acordo com Garcia, o empresário afirmou desconhecer a acusação. “Como ele próprio diz, só o rapaz que acusou ele é que poderá esclarecer isso”, declarou o advogado.

O crime

O prefeito Francisco José Campaner (PSDB), conhecido como Chiquinho Campaner, foi assassinado com quatro tiros no dia 26 de dezembro do ano passado. O chefe de gabinete e um amigo também foram baleados, mas passam bem.

Segundo a Polícia Civil, a motivação do crime foi o cancelamento do contrato referente ao serviço de transporte fornecido pelo empresário.

“Houve troca da empresa que fazia o transporte escolar. O empresário nunca se conformou com isso, sofreu vários prejuízos”, disse o delegado Geraldo Souza Filho.

Inconformado, o empresário teria planejado a emboscada que terminou com a morte do chefe do Executivo. Já a defesa diz que o empresário continuava com alguns contratos com a prefeitura, tanto que ele prestou serviço até o final de 2019.



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