NESTA SEGUNDA-FEIRA (16/09) OS RADARES MÓVEIS ESTARÃO OPERANDO NOS SEGUINTES LOCAIS: 

RADAR 1 - Rua Miguel Petroni (CENTRO/RODOVIA) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 kM/H; 

RADAR 2 – Av. Francisco Pereira Lopes (USP/SHOPPING) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H; 

RADAR 3 – Av. Comendador Alfredo Maffei (BAIRRO/CENTRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 kM/H.

A notícia de mais três tentativas de feminicídio na Grande São Paulo, entre sexta-feira (6) e domingo (8), e o aumento dos índices de violência contra a mulher este ano revelam a urgência em adotar medidas amplas e que ataquem o problema sobre vários prismas. Na avaliação da delegada Raquel Kobashi Gallinati, especialista em Ciências Penais e presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia de São Paulo (SINDPESP), é preciso criar campanhas educativas sobre o problema; ampliar os programas de atendimento multidisciplinar às vítimas e de recompor o efetivo da Polícia Civil para conseguir atender à determinação do governador João Doria de expansão do funcionamento 24 horas das Delegacias de Defesa da Mulher (DDM).

A ideia de oferecer atendimento em tempo integral nas DDMs é louvável, mas esbarra em um problema crônico que atinge as delegacias de todo Estado há anos: a falta de profissionais para atender ao público e investigar crimes.

Com uma defasagem de 14.206 profissionais, uma rotina de acúmulo de funções e sobrecarga de trabalho, não há como expandir o funcionamento destas especializadas sem a imediata recomposição dos quadros. “Não há policiais para atender em todas as unidades da Polícia Civil. Em muitas cidades temos delegados respondendo por até cinco unidades. Reforçar as equipes nas DDMs para atender a uma medida do governador certamente aumentará a defasagem em outras unidades”, afirma a presidente Raquel Kobashi Gallinati.

A delegada, especialista em violência contra a mulher, defende ainda a realização de campanhas intensas de conscientização sobre o tema, para atacar a raiz do problema, que é o machismo. “É preciso também pensar a violência doméstica como uma ampla questão social. Não basta apenas dar atendimento policial, é preciso oferecer orientação psicológica, jurídica, social e, muitas vezes, ajudar a vítima ser independente. Como problema multifatorial, o combate tem que ser multifatorial também”, defende a delegada.

Enquanto ações não são adotadas, o problema cresce ano a ano. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o estado registrou, entre janeiro e julho deste ano, 89 casos de feminicídio. No mesmo período, foram computados mais de 31 mil casos de lesão corporal dolosa. “Esses números devem crescer porque mais mulheres estão denunciando. O assunto é pauta nacional, mas ainda temos muito que avançar”, resume Raquel.



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