NESTA SEXTA-FEIRA (28/02/2020) OS RADARES ESTARÃO OPERANDO NOS SEGUINTES LOCAIS: 

RADAR 1 - AVENIDA HENRIQUE GREGORI (BAIRRO/SHOPPING) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H; 

RADAR 2 - AVENIDA HENRIQUE GREGORI (SHOPPING/BAIRRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H; 

RADAR 3 - AVENIDA BRUNO RUGGIERO FILHO (BAIRRO/SHOPPING) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H.

 

 

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Os noticiários estampam através de diversos meios de comunicação, televisão, rádio, jornais, redes sociais que estamos vivendo um conflito internacional de grande magnitude e que teremos possivelmente uma terceira guerra mundial, sendo a primeira guerra digital. Mas, trocando em miúdos, o quanto somos afetados por tudo isso que acontece lá fora?

Trazendo para um passado não tão distante, tivemos a Guerra Fria (1947-1991) que traçou de forma imaginária uma linha nada tênue entre duas potências mundiais e suas ideologias: de um lado os Estados Unidos da América capitalista, formando o bloco da OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte e de outro, a URSS - União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, formando o Pacto de Varsóvia. 

 Apesar das distâncias físicas e das limitadas tecnologias daquele momento, esse conflito se espalhou pelo mundo com a eclosão de guerras regionais, sendo elas: guerra das Coreias (1950-1953), que inaugurou estes conflitos, a guerra do Vietnã (1962-1975) e a guerra do Afeganistão (1979-1989), e mais: a guerra do Golfo, a invasão do Iraque e a permanente distensão Israel-Palestina. O término da guerra fria foi marcado pela histórica queda do muro de Berlim em 1989 e com as reformas realizadas na União Soviética política (Glasnost) e reestruturação econômica (Perestroika), tornando os Estados Unidos com aparente vantagem hegemônica naquele momento. O Brasil foi também afetado, pois, por exemplo, ao se aliar a determinado bloco automaticamente teve as relações rompidas com o bloco socialista ou, ao fornecer seus produtos bélicos (Engesa, Avibrás) para países hostis aos norte-americanos (Líbia) foi bloqueado, limitando sua capacidade industrial nessa área.

Findado esta fase do processo, outros conflitos também merecem destaque: Estados Unidos x Iraque, ocorreu entre os anos de 2003 a 2011 e foi um período de bastante repercussão. Esta guerra do Iraque, como ficou mundialmente conhecido, foi o desdobramento dos ataques de 11 de Setembro e culminou também na morte do líder iraquiano Saddam Hussein no ano de 2006 e do líbio Kadafi.  Duas conclusões podem ser consideradas a partir desse período: o intensivo desenvolvimento de tecnologias para combate a distância, pois se descobriu que soldados norte-americanos e aliados não devem morrer em combate, dadas as consequências internas politicamente indesejáveis e as limitações de conflitos em territórios restritos.

Diversos outros estados permanentes de tensão, com intensidades variáveis, a merecer nosso grifo é entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, o adversário mais antigo norte-americano. Apesar das aproximações e de um possível “cessar fogo” dos dois timoneiros Donald Trump e Kim Jong Un, esta situação pode se agravar nos próximos meses e anos, pois a artilharia norte-coreana preocupa o presidente americano, sem se chegar a ruptura talvez, dado o envolvimento de aliados que se mostram sempre prontos ao confronto! 

O que queremos destacar aqui é o conflito mais atual entre Estados Unidos e Irã. O grande estopim para que este confronto tivesse início foi feito através de um drone de alta precisão que vitimou o major-general da guarda revolucionária islâmica (GRI): Qassim Suleimaini, um dos homens mais poderosos do IRÃ e das forças armadas. Diretamente, este conflito gerou o aumento do valor do petróleo em todo mundo. Este confronto se iniciou já nos anos 50, com a queda do Xá Reza Palevi e ganhou força com o retorno do Aiatolá Komeini, e teve continuidade, de forma indireta, na década de 80, no confronto direto Irã x Iraque, que escandalizou o mundo com o golpe de corrupção, atribuído a agentes da CIA, denominado: Irã Contras (Governo Reagan). Essa tensão engrossou, na década de 90, quando já se suspeitava que o país do Oriente Médio tivesse um dado início efetivo programa nuclear para fins bélicos. Atualmente, a grande preocupação é que o país presidido por Hassan Rouhani realize intervenção no estreito de Ormuz, canal de conexão entre Golfo Pérsico e Oceano Índico, sendo uma exponencial rota de comércio de petróleo e isso pode tornar a situação ainda mais insustentável.

Resta ainda considerar a possibilidade de virem a ocorrer ataques cibernéticos, ou seja, que hackers que possam liderar ataques às principais empresas e organizações, sites governamentais e às agências de informações do serviço secreto americano. Para que se tenha uma ideia, cabe destacar o caso de grupos iranianos que espalharam o vírus Shamoon, capaz de deixar computadores inutilizados apagando todos os arquivos nele existentes, desativando milhares de computadores de empresas petrolíferas do Arábia Saudita e do Qatar.

Vejamos, se num primeiro cenário tínhamos uma guerra fria de armas, misseis e homens, agora, podemos ter a primeira guerra digital, com prevalência da inteligência artificial, onde máquinas, computadores e sistemas estão expostos a ataques cibernéticos e hackers. Diante de todo este cenário fica a pergunta: será que teremos a primeira guerra digital? Quais serão seus nefastos efeitos?          

* O autor é Professor da Rede Estadual de Ensino, Cientista Político, Cientista Social e Antropólogo pela UFSCar- Universidade Federal de São Carlos. Graduando em História pela UNIP -Universidade Paulista, Assessor Parlamentar e apaixonado pela vida. É colunista dos sites: São Carlos Agora, Sucesso São Carlos, Região em Destake, São Carlos Dia e Noite e da Revista Ponto Jovem. Idealizador e Coordenador da Ação Social “Unidos Somos Fortes”.



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