NESTA SEGUNDA-FEIRA (27/01/2020) OS RADARES ESTARÃO OPERANDO NOS SEGUINTES LOCAIS: 

RADAR 1 - AVENIDA HENRIQUE GREGORI (BAIRRO/SHOPPING) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H; 

RADAR 2 – AVENIDA HENRIQUE GREGORI (SHOPPING/BAIRRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H;

 RADAR 3 – RUA RUI BARBOSA (CENTRO/BAIRRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 40 KM/H.

Amar incondicionalmente está entre os objetivos de quem quer evoluir como pessoa. Entregar seu melhor para o mundo, sem esperar nada em troca. Ser alguém capaz de promover transformações nas pessoas, nas relações, nos ambientes. Amor incondicional é lindo, mas não funciona nos relacionamentos de casal. Nem mesmo nos mais saudáveis.

Para a Orientadora Emocional para Mulheres, com foco em relacionamentos, Camilla Couto, a base de um relacionamento saudável entre dois adultos é o equilíbrio: “dar e receber precisam ser na mesma medida. Aí, sim, é possível construir algo verdadeiro e que seja benéfico e engrandecedor para os dois”.

Camilla lembra que essa matemática não vai fechar todos os dias: “todos nós, seres humanos, temos nossas fragilidades, vulnerabilidades, dias difíceis – em que precisamos de mais carinho, atenção e amor. Acontece que existe algo chamado complexo de salvadora, que ultrapassa os limites do que é considerado saudável em uma relação de casal. E esse complexo acomete muita gente, especialmente as mulheres”, explica ela.

A Orientadora lembra que, quando temos esse tipo de comportamento, achamos (mesmo inconscientemente) que é válido fazer de TUDO pelo o outro: “nos vemos capazes de salvar ou mudar o outro com nosso amor e nossa dedicação. Muitas vezes, nos vemos até na obrigação de fazê-lo. E fazemos pelo outro muito mais do que ele próprio faz por si mesmo – com o intuito de salvá-lo de um problema financeiro, emocional ou de saúde, por exemplo”.

“Se temos um companheiro ou uma companheira que vive triste, nos empenhamos ao máximo para que seja feliz, se vivemos com alguém de baixa autoestima, fazemos de tudo para que se sinta alguém melhor e merecedor de amor. Se amamos alguém que está passando por uma grave crise financeira, gastamos tudo o que temos e ainda contraímos uma dívida na tentativa de mudar a situação. Se temos um alguém que tem problemas considerados clínicos, como depressão, ansiedade, bipolaridade, nos colocamos como cuidadores, nos doamos completamente na tentativa de salvar o outro”, revela Camilla.

Mas ela enfatiza: “acontece que não podemos. É claro que em todos esses casos, amor é fundamental. Sim, o amor pode fazer toda a diferença. Só que, relacionamento não é remédio e nem terapia, e não podemos nos colocar na posição de salvadores. Especialmente quando o outro não pode ou não querer ser salvo. E aí, o relacionamento vai se tornando algo pesado – para ambos”.

Esse tipo de complexo acaba não só ultrapassando os limites do que é saudável em uma relação, como também, permite que negligenciemos a nós mesmos, ao nosso bem-estar.  “E assim”, ela explica, “com o tempo, o que temos são duas pessoas passando por enormes dificuldades. E não tem como viver um amor saudável dessa forma. Muitas vezes, o salvador sofre por desamor, por falta de carinho e de atenção, ou mesmo por puro cansaço de se entregar, fazer tudo que está ao seu alcance e perceber que o outro não sai do lugar em que se colocou”.

Não podemos nos esquecer de que amar não é salvar alguém. Amar pode ser mostrar o caminho, propor soluções, se mostrar parceiro, mas sem a pretensão de, sozinho, eliminar um problema – ainda mais quando é do outro. Amar também é, se for o caso, entender que talvez aquela relação não seja para você, pelo simples fato de o outro não estar disponível. Amar é entender os próprios limites e os limites do outro.

Se a pessoa com quem você se relaciona não se ajuda, não reconhece seu apoio e não faz questão de recebê-lo, talvez ela não esteja pronta para amar. Pode ser sofrido, mas, por amor-próprio, talvez seja mais saudável se afastar. “Amar não é se esquecer de si. Amar é olhar para ambos e enxergar o que é melhor para os dois. Não permita que sua relação acabe se tornando tóxica, mesmo sem querer. Não se sinta culpado por fazer apenas o que lhe cabe e o que lhe é possível. Dificuldades existem e sempre existirão nos relacionamentos. Mas elas têm de ser encaradas a dois. Não só por você. Perceber isso e tomar das devidas providências também é amar”, finaliza Camilla. 

Sobre Camilla Couto

Camilla Couto é Orientadora Emocional para Mulheres, com foco em Relacionamentos. Criadora/ autora do Blog das Amarildas e fundadora do PAR - Programa Amarildas de Relacionamentos. Orientadora emocional, Terapeuta Floral (TF-153-17/SP) e Contoterapeuta, viveu durante 8 anos no exterior conhecendo diferentes culturas e comportamentos. No blog amarildas.com.br, compartilha seus estudos sobre amor, relacionamentos e dependência emocional - com o propósito de promover mais entendimento sobre esses temas e de incentivar as mulheres a se amarem e valorizarem cada vez mais.

 



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