NESTA SEXTA-FEIRA (13/12) OS RADARES ESTARÃO OPERANDO NOS SEGUINTES LOCAIS: 

RADAR 1 – Rua Rui Barbosa (CENTRO/BAIRRO) vELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 40 kM/H; 

RADAR 2 – Avenida Francisco Pereira Lopes (usp/ shopping) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 kM/H; 

RADAR 3 – Rua Miguel Petroni (rodovia/centro) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 kM/H.

As discussões sobre a revisão do Plano Diretor de São Carlos, tem se intensificado nas últimas semanas. Planos Diretores são efêmeros, até certo ponto, devido à demanda das cidades, às necessidades econômicas e a promoção do desenvolvimento que é sempre constante. Planos Diretores devem ser, na verdade, Planos Estratégicos (Master Plans) que envolvem inúmeros fatores dada a complexidade das cidades e dos municípios. 

Estes Planos Estratégicos de longo prazo, consubstanciados em um Plano Diretor Executivo de mais curto prazo, devem sem dúvida, conter os elementos essenciais para o desenvolvimento das cidades: qualidade de vida da população, construções e desenvolvimento imobiliário, trânsito, mobilidade urbana, saúde, educação e meio ambiente. 

Este conjunto deve ser tratado de forma abrangente, sistêmica e deve considerar a complexidade espacial/temporal do processo de desenvolvimento e as características do Município. 

Atualmente, a ampla discussão internacional que se trava em todos os países, é a inserção dos objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU, 2030, no planejamento e funcionamento dos Municípios, uma vez que a população mundial ocupa 60% de áreas urbanas no Planalto. 

Alinhar os objetivos do Desenvolvimento Sustentável ao Plano Estratégico Municipal e ao Plano Diretor é um avanço considerável no planejamento do futuro de São Carlos. Um exemplo muito evidente desta necessidade é a inserção do Plano Municipal de Saneamento e o Plano Municipal de Segurança Hídrica ao Plano Estratégico e ao Plano Diretor. 

A expansão imobiliária representa um problema amplo de necessidade de preservar recursos naturais, tratar resíduos sólidos e líquidos, prover áreas verdes e preservar recursos naturais essenciais para o futuro: água e biodiversidade estão entre as prioridades. Quanta água será necessária no futuro? De onde virão os suprimentos de águas superficiais e subterrâneas nos próximos 20 anos para São Carlos? E a produção de esgotos em expansão e seu tratamento? 

Portanto, o Plano Estratégico de Desenvolvimento de São Carlos e o Plano Diretor, seu braço executivo, devem atentar para estas questões. Vivemos em uma época crítica do desenvolvimento econômico e social da humanidade. 

Ajustar as perspectivas da revisão do Plano Diretor e um Plano Estratégico, aos objetivos da ONU do desenvolvimento ODS 2030, equilibrar desenvolvimento com preservação e manutenção do capital natural, coloca o Município de São Carlos em um patamar de alta relevância no cenário nacional e internacional e faz assim jus ao título de “Capital Nacional da Tecnologia”. Ajustar estes processos ao Plano de Cidades Inteligentes é outro passo importante. 

São Carlos pode se valer de experientes especialistas do Brasil para aprofundar esta discussão que deverá estar à altura de sua história e de seu povo. A missão é urgente, difícil e complexa. Há pouco tempo! É necessário trabalho intenso qualificado com alto nível e propósitos elevados. São Carlos e sua população merecem estas reflexões e estas ações. 

José Galizia Tundisi - Secretário Municipal de Meio Ambiente, Ciência, Tecnologia e Inovação de São Carlos

 



Comentário(s) 

0
Eduvaldo Paulo Sichi | 05 Novembro 2019
Tem uma tubulação de esgoto jogando esgoto "in natura' no córrego Monjolinho, há cerca de 150 metro à montanteda da nova rotatória do Kartódromo, bem no final da Cidade Jardim. O cheiro é insuportável e quem caminha no kartódromo sente. Isso não é ilegal e é um grave desrespeito ao ambiente?