NESTA SEXTA-FEIRA (05/06) OS RADARES MÓVEIS ESTARÃO OPERANDO NOS SEGUINTES LOCAIS:

RADAR 1 – AVENIDA TRABALHADOR SÃO-CARLENSE (CENTRO/BAIRRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H;

RADAR 2 – RUA JOAQUIM RODRIGUES BRAVO (CENTRO/BAIRRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 50 KM/H;

RADAR 3 – RUA RUI BARBOSA (CENTRO/BAIRRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 40 KM/H.

Segundo a Orientadora Emocional Camilla Couto, há muita gente por aí ditando ou acreditando em algumas “regras” da era moderna:  “a mensagem tem que ser respondida na hora, a curtida que tem que aparecer a cada postagem. Do contrário, a relação não vai bem”. Mas, de onde vem tanta ansiedade e necessidade de atenção? “É verdade que as redes sociais mudaram muito a forma como nos relacionamos.  Mas, será que não estamos exagerando?”, pondera.

Temos vivido na pressa, na urgência, nos tornando cada vez mais dramáticos: “vivemos uma fase de carência conjunta e de um imediatismo sem precedentes. Parece que o mundo vai acabar se alguém visualiza e não responde à nossa mensagem. Entramos em crise se uma postagem nossa não recebe uma atenção especial”, lembra Camilla. Para ela, transformamos o Instagram, o Facebook e o WhatsApp em verdadeiros termômetros de interesse nas nossas relações (principalmente no início delas).

Camilla lembra que nossa visão das situações é muito simplista: “se a pessoa não curtiu ou comentou sua foto, talvez não esteja tão interessada assim. Se visualiza e não responde na hora, não está a fim. E, sim, a gente quer saber para ontem se a pessoa está a fim ou não. Do contrário, não vale a pena investir, melhor pular fora ou pular para outra. E quando o outro está online e não visualiza? Certamente deve estar falando com outras pessoas (mais interessantes) ao mesmo tempo, não é?”.  

A orientadora lembra que agimos como se o mundo do outro tivesse que girar em torno do nosso e vice-versa. E pensamos que, se isso não acontecer, provavelmente não haja interesse genuíno. Nos tornamos juízes da vida dos outros com base em seus movimentos nas redes sociais. E a angústia nasce, a preocupação toma conta, a ansiedade transborda.

Segundo Camilla, se racionalizarmos um pouco, perceberemos que nem é saudável que a nossa vida passe a girar em torno um do outro. E, muito menos, das redes sociais: “antes de surtar com uma foto que não recebeu like, uma mensagem que não teve visualização, uma postagem sem resposta, pense que o outro trabalha, tem vida, família, amigos, se diverte. Talvez, esteja agindo exatamente como você deveria agir: vivendo, e deixando o relacionamento rolar fazendo parte de um todo que faz muito mais sentido”.

Outro ponto importante: “o fato de alguém ficar o tempo todo ligado nas redes, só esperando você postar algo para ser o primeiro a curtir, ou responder às suas mensagens no mesmo instante, não demonstra que está apaixonado, pode, simplesmente, significar que seja um obsessivo, um stalker, alguém que fica “perseguindo” os outros na internet. Já parou para pensar nessa possibilidade?”, questiona ela.  

Ainda há detalhes meramente tecnológicos: “precisamos lembrar que as redes nem mostram todas as fotos para todos os seguidores. Culpa do tal algoritmo que restringe o envio de sugestões de postagens. Que nem em todos os lugares há cobertura de rede. Que a bateria do celular costuma acabar depois de determinado tempo de uso. Ah, mas ele deveria querer olhar meu Instagram, verificar se há mensagens minhas no WhatsApp e se preocupar em estar sempre munido de cobertura e bateria”, esse é o tal sinal de interesse nos dias de hoje.

Mas Camilla lembra: “e se, para ele, as redes nem forem tão importantes assim? Será quem um telefonema no meio do dia, um convite para ir ao cinema ou um encontro depois do trabalho (olho no olho e longe das redes sociais) não valem muito mais do que mil curtidas nas suas postagens e não demonstram um interesse muito mais genuíno? Foque no que realmente importa! Afinal, a vida é tudo aquilo que acontece ao nosso redor enquanto estamos com os olhos e a atenção pregados no celular”, finaliza. 

Sobre Camilla Couto

Camilla Couto é Orientadora Emocional para Mulheres, com foco em Relacionamentos. Criadora/ autora do Blog das Amarildas e fundadora do PAR - Programa Amarildas de Relacionamentos. Orientadora emocional, Terapeuta Floral (TF-153-17/SP) e Contoterapeuta, viveu durante 8 anos no exterior conhecendo diferentes culturas e comportamentos. No blog amarildas.com.br, compartilha seus estudos sobre amor, relacionamentos e dependência emocional - com o propósito de promover mais entendimento sobre esses temas e de incentivar as mulheres a se amarem e valorizarem cada vez mais.

 



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