NESTA SEGUNDA-FEIRA OS RADARES MÓVEIS ESTARÃO NAS SEGUINTES VIAS: 

RADAR 1 – RUA MANOEL JOSÉ SERPA (CENTRO/BAIRRO) - VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 40 KM/H; 

RADAR 2 – AV. BRUNO RUGGIERO FILHO (SHOPPING/BAIRRO) - VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H; 

RADAR 3 – RUA MIGUEL PETRONI (BAIRRO/RODOVIA) – VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H.

 

O Brasil apresenta um dos maiores índices de criminalidade do mundo e é o país com o maior número de cidades entre as 50 áreas urbanas mais violentas em todo o planeta. Por outro lado, apresenta também uma das menores taxas de condenação. “Isso se explica, principalmente, pela baixa frequência de apuração criminal com êxito. Ou seja, com a identificação dos agressores e produção de provas válidas de cunho científico”, justifica o professor Fernando Antonio Merege, do curso de Investigação Criminal Inteligente, do PECE – Programa de Educação Continuada da Escola Politécnica da USP.

Só em 2017, aproximadamente 60 mil pessoas foram assassinadas no país, um aumento de 2,7% em relação a 2016. Mas, dados oficiais da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública revelam que somente 6% dos homicídios dolosos, ou seja, com intenção de matar, são solucionados por aqui. Já em outros países esses índices são bem superiores. Chega a 90% no Reino Unido, a 80% na França e a 65% nos Estados Unidos. “A explicação para esse abismo entre o Brasil e outros países está, principalmente, na falta de metodologias científicas de investigação e no uso de técnicas anacrônicas no levantamento de local”, completa Merege.

No entanto, o professor diz que no curso oferecido pelo PECE são apresentadas, além das técnicas atuais de exames periciais básicas empregadas no país, metodologias modernas de investigação e os avanços empregados ou em desenvolvimento em modernos centros de pesquisa. “Mas é preciso colocá-los em prática para reverter esse quadro. Os países que tiveram progresso significativo na investigação e na solução dos crimes, e consequentemente na redução do número de casos, investiram fortemente no processo investigativo, com a criação de manuais e de sistematização de procedimentos oficiais”, conclui o professor.



Comentário(s) 

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observador atento | 09 Agosto 2018
Investigação criminal inteligente pressupõe inteligência e investigação. A polícia não dispõe de recursos para estimulá-las e sobrevive do esforço de alguns policiais abnegados. Não haverá futuro para esse trabalho, no Brasil, enquanto a política privilegiar o pagamento de juros imorais para os banqueiros, tirando das atividades essenciais e principais as verbas que deveriam assistir a população com o objetivo de construir um grande país. Se a sociedade votar em candidatos comprometidos com os banqueiros, essa realidade nunca mudará. A hora de mudar está próxima e a mudança só depende dos eleitores.