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RADAR 2 – Avenida Francisco Pereira Lopes (usp/ shopping) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 kM/H; 

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Dia 16 de julho de 1969 foi a data de partida da missão Apolo 11 com destino à lua. Naquela tarde, a bordo de uma nave propelida por um motor Saturno V, de três estágios, 110m de altura, e 2,7 milhões de kg, até hoje um dos maiores já produzidos pelo homem, três astronautas partiam para o que seria um marco na exploração do espaço e na aeronáutica.

O caminho até aquele lançamento foi longo. Ele se inicia na Segunda Guerra Mundial, com o desenvolvimento dos motores foguete, e continuou na Guerra Fria, com os russos largando em vantagem e colocando o primeiro satélite em órbita antes dos americanos. Até que, em 1961, Kennedy propôs a meta ambiciosa de, em menos de 9 anos, levar o homem à lua e trazê-lo de volta à terra salvo.

Havia várias opções para se concretizar o plano, desde a decolagem de uma nave da terra, seu pouso na lua e posterior retorno, até o encontro de um módulo com uma nave orbitando a terra, de lá partir para a lua e então retornar. A NASA (Nacional Aeronautics and Space Administration) optou por um projeto onde uma nave de comando ficaria orbitando a lua enquanto um módulo desceria até o nosso satélite e voltaria. Essa opção era conhecida como rende-vouz lunar, que foi o padrão das missões Apollo com objetivo de pousar na lua.

Algumas missões não pousaram na lua. Esse foi o caso, por exemplo, da Apollo 8, a primeira missão tripulada à lua, que na noite de Natal de 1968 circundou-a, enviando fotos inéditas do solo lunar.

No total, foram feitas onze missões tripuladas no projeto Apollo, e seis delas pousaram na lua, no total de doze astronautas que caminharam no solo lunar e lá fizeram experimentos científicos.

A única missão que tinha por objetivo pousar e não o fez foi a Apollo 13, devido a um acidente grave, provavelmente provocado por um curto-circuito seguido de uma explosão e um vazamento nos tanques de oxigênio, o que levou a um retorno tenso e espetacular à terra, mas exitoso, com um mínimo de oxigênio remanescente.

O projeto Apollo teve custo de 26 bilhões de dólares na época, ou incríveis 153 bilhões de dólares hoje, e envolveu praticamente todas as áreas do conhecimento. Os mais de 2000 exemplares de rochas permitiram a descoberta de 75 novos minerais. Até hoje, são mais de 1500 produtos ou tecnologias que derivam dessa missão. Eles vão desde itens que agora fazem parte do nosso dia a dia, como computador transistorizado e os avanços da eletrônica que permitiram seu desenvolvimento, passando pelo velcro, pela comida desidratada (liofilizada), tecnologias de filtragem do ar e recuperação de resíduos. Tivemos ainda soluções de problemas específicos como o cálculo da navegação da nave, como fazer o pouso e, depois, a decolagem da lua, além do próprio desenvolvimento do motor Saturno V. Portanto, o projeto foi marcado pela expansão da fronteira do conhecimento humano.

No dia 20 comemora-se os 50 anos do pouso na lua. De fato, um pequeno passo para o homem, mas um grande passo para a humanidade.

 

(*) Shailon Ian é engenheiro, CEO da Vinci Aeronáutica e fundador do Centro de Treinamento Online em Aviação Civil Vinci Ideas.

 



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