NA QUINTA-FEIRA (22/08) OS RADARES MÓVEIS ESTARÃO OPERANDO NOS SEGUINTES LOCAIS: 

RADAR 1 - Rua Miguel Petroni (CENTRO/RODOVIA) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H; 

RADAR 2 - Rua Dr. Marino da Costa Terra (CENTRO/BAIRRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 50 KM/H; 

RADAR 3 - Rua Ray Wesley Herrick (CENTRO/BAIRRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 50 kM/H.

Chegamos ao fim de mais um mês de março, além das águas que fecham o verão, terminamos com o legado das muitas mulheres que foram às ruas e marcaram mais um mês em referência ao dia 08 de março, o Dia Internacional da Mulher.  Há quem diga que a maior revolução da história da humanidade foi a feminista. Nesse processo de conquistas, garantimos o direito ao divórcio, isonomia no trabalho e remuneração, e a criminalização da violência de gênero.

Ainda hoje, o dia 8 de março é um dia importante de luta, pois muitos de nossos direitos, já garantidos em lei, são questionados, combatidos e, em alguns casos, negligenciados. Nos últimos anos assistimos cada vez mais uma ofensiva conservadora que luta pelo fim de todos os direitos conquistados pelas mulheres, e ela já tem seus efeitos: o Fórum Econômico Mundial divulgou que o Brasil já caiu 5 posições no ranking de países no que tange a igualdade de gênero. Pela primeira vez em 23 anos a diferença salarial entre homens e mulheres aumentou, em 2016 as mulheres ganhavam 72% do que um homem, em 2017 esse índice caiu para 70%, segundo a Oxfam.

A pior dimensão da desigualdade entre homens e mulheres é a violência de gênero, que apresenta índices cada vez mais altos. O estado de São Paulo registrou um aumento de 26% no índice de feminicídios. No Brasil três mulheres são mortas por dia, segundo o Anuário da Segurança Pública. De 2016 à 2018 cresceu 34% o número de processos de feminicídios e de violência doméstica (Conselho Nacional de Justiça).  

Fica claro que os índices apontam a necessidade urgente de mudanças e de ação do poder público, e todas das esferas que mudar esse quadro. Contudo, infelizmente no Governo Federal vemos o retrocesso nas politicas para as mulheres com ausência total de programas contínuos, que garantam que as politicas cheguem a todas as mulheres brasileiras.

A esperança renasce ao ver as inúmeras manifestações que ocorreram em todo o Brasil, pela igualdade, pelo fim da violência, pela vida de todas nós. Em São Carlos, a 9ª edição do Curso de Promotoras Legais Populares, recebeu 134 inscrições, o maior número em nossa história. O feminismo está cada vez mais vivo e forte. E continuará a revolução que começou a mais de um século atrás. O dia 8 de março se mantem atual e necessário para uma vida melhor para as mulheres e consequentemente para toda a sociedade. Assim como as águas de março, que continuem a promessa de vida em nosso coração.

*Professora da Rede Municipal. Coordenadora do Coletivo de Promotoras Legais Populares de São Carlos.



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