Nesta sexta-feira (16/08) os radares móveis estarão operando nos seguintes locais: 

RADAR 1 - Rua Miguel Petroni (RODOVIA/CENTRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H; 

RADAR 2 - Avenida Comendador Alfredo Maffei (CENTRO/BAIRRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H; 

RADAR 3 - Avenida Trabalhador São-carlense - (CENTRO/BAIRRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 kM/H.

Sabemos que grandes estadistas, aclamados no mundo inteiro por feitos de alcance universal, acabam rejeitados por seus conterrâneos, incapazes de captar a dimensão histórica das mudanças empreendidas. No Brasil, acontece o contrário com o ex-presidente Lula, que conseguiu, em seus mandatos e depois deles, ter ao mesmo tempo apoio interno e reconhecimento internacional.

O jornal O Estado de S. Paulo publicou matéria revelando que, com os 11 últimos títulos de Doctor Honoris Causa recebidos em menos de um mês, Lula passou a liderar a lista de homenagens a ex-presidentes, com 55 honrarias: 24 títulos de Doctor Honoris Causa (11 brasileiros), 28 prêmios e cinco títulos de cidadania. A título de comparação, o ex-presidente Fernando Henrique acumulou 22 honrarias: nove títulos de Doctor Honoris Causa, 11 prêmios e dois títulos de cidadania.

Na semana passada, Lula recebeu o título de Doctor Honoris Causa da Universidad Mayor de San Marcos, em Lima (Peru), fundada em 1551 e a mais antiga das Américas. O ex-presidente se emocionou por ter recebido a honraria da mesma universidade que homenageou os libertadores Simón Bolívar e San Martí. E, no mês passado, Lula esteve na Argentina para receber o mesmo título de nada menos que oito universidades.

Entre as tantas honrarias, talvez a mais célebre e a que causou maior polêmica tenha sido a concedida ao ex-metalúrgico pelo prestigioso Instituto de Estudos Políticos de Paris, a Sciences Po, em 2011. Lula foi apenas o 16º Doctor Honoris Causa dessa universidade em 140 anos de existência. Pelos bancos da Sciences Po se formaram o escritor Marcel Proust, o ex-presidente Jacques Chirac e o ex-premiê Lionel Jospin, entre outros.

À pergunta impertinente de alguns jornalistas brasileiros sobre o porquê de Lula – e não FHC – recebersemelhante distinção, o diretor do Instituto de Estudos Políticos, Richard Descoings, respondeu que o ex-presidente "mudou muito o país e, radicalmente, mudou a imagem do Brasil no mundo". Nas palavras do diretor, "o Brasil se tornou uma potência emergente sob Lula, e ele não tem estudo superior. O presidente Lula mostrou que é possível ser um bom presidente sem ter que passar pela universidade".

Na oportunidade, o grande jornalista argentino Martín Granovsky lavou a alma de Lula e do povo brasileiro ao escrever ironicamente que no Brasil "um trabalhador metalúrgico não pode ser presidente. Se, por alguma casualidade, chegou ao Planalto, agora deveria exercer o recato. Assim, Lula, silêncio, por favor. Os da Casa Grande estão irritados".

Além do apoio da maioria da população, esse amplo reconhecimento internacional, feito por entidades tão díspares, deveria levar a oposição mais intransigente à reflexão. Afinal, Lula liderou um governo que em oito anos inverteu as prioridades nacionais e tirou 28 milhões de pessoas da miséria, possibilitou o ingresso de outros 39 milhões na classe média e criou 16 milhões de empregos formais. Não por acaso, o historiador britânico Eric Hobsbawm, morto ano passado, disse que Lula é o mais importante político da atualidade.

Newton Lima-Deputado federal (PT-SP), presidente do PT Municipal, ex-prefeito de São Carlos e ex-reitor da UFSCar



Adicionar comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Portal SCDN. Se achar algo que viole as regras de uso, denuncie.


Código de segurança
Atualizar codigo