NESTA TERÇA-FEIRA (20/08) OS RADARES MÓVEIS ESTARÃO OPERANDO NOS SEGUINTES LOCAIS: 

RADAR 1 - Avenida Trabalhador SÃO-carlense (bairro/CENTRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H; 

RADAR 2 - Rua Joaquim Rodrigues Bravo (CENTRO/BAIRRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H; 

RADAR 3 - Avenida Bruno Ruggiero Filho (BAIRRO/SHOPPING) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 kM/H.

Hoje nossa coluna fará uma reflexão sobre o papel do legislativo de São Carlos na construção do processo democrático desta cidade. Neste sentido, o título deste artigo busca perguntar se o nosso legislativo é realmente ATIVO no sentido literal da palavra.

Ora, se elegemos nossos representantes é porque desejamos que eles sejam nossa presença, nossos olhos, nossa voz e nossos ouvidos na fiscalização do dinheiro público, que como todos sabem, é meu, é seu, enfim, de todos nós.

Felizmente enterramos a ditadura que inviabilizava o preceito do estado democrático de direito, quando a Constituição de 1988 deu um "start", para que o cidadão pudesse participar da vida política do seu país, do seu estado e de seu município, através do voto, da participação popular e da eleição de nossos representantes.

É, mas você deve estar pensando ao ler tudo isso, que esse relato é lindo no papel, no discurso, porque na prática isso não acontece e se isso fosse levado a sério, viveríamos num verdadeiro paraíso de honestidade, caráter e honra no aprimoramento e fomento da democracia no país.

Mas ao contrário o que observamos em nossa cidade, é uma inatividade do exercício do mandato em benefício do cidadão comum, aquele que só se "ferra", pois não vê e não tem o retorno de seus impostos e de suas obrigações em benefício de sua vida.

Vive a humilhação de um serviço de saúde arcaico, corrupto e de péssima qualidade, além dos velhos jargões já tão conhecidos que se repetem pela falta de uma educação consistente, de um transporte público que atenda o cidadão de forma digna e por ai vai.

O legislativo de nossa cidade deveria ser a "câmara de ressonância" para nossos reclamos, nossas reivindicações, mas a exemplo do que acontece a nível nacional e estadual, também aqui, ele deixa muito a desejar no exercício pleno de suas obrigações e atribuições.

Acreditamos que para funcionar como queremos, ele tem que ser ativo, e para ser ativo, tem que se aproximar do cidadão, fazer com que ele entenda quais são as obrigações e funções de um vereador, mas isso não acontece, não observamos essa informação sendo levada às escolas, muito menos em campanha publicitárias, educativas. Não observamos essa aproximação, pelo contrário, só o distanciamento das pessoas, pois o cidadão não se sente motivado a participar porque já caiu em pleno descrédito, e isso tem que mudar para que ele seja realmente ativo.

Ele deve ser mais ativo ao ser o escudo na proteção do cidadão de bem, através da valorização ao respeito às leis, à livre expressão, tem que ser exemplo de dignidade, de transparência, de bom uso do dinheiro publico e da fiscalização do poder executivo; o vereador no exercício do mandato tem esta atribuição como prerrogativa maior de seu trabalho.

Tem que ser ativo no sentido de almejar ser o orgulho dos cidadãos que colocam e confiam seu voto na esperança infindável de que um dia todo esse sonho vire realidade plena e que, todos os seus reclames encontrem eco nos representantes que escolheu ali colocar.

Para ser ativo ele tem que ser ainda independente, tem que dar um basta à subserviência ao poder executivo. Não é porque recebe duodécimos da prefeitura que tem que se curvar aos gostos e gastos do administrador da cidade, seja ele quem for. Tem que parar de ficar ao final de cada aprovação de orçamento, com "pires" na mão esperando as migalhas financeiras, no intuito de repassá-las através de emendas parlamentares para garantir o voto, e a reeleição através desta prática de favores e comprometimentos.

Além disso, tem que investir em si próprio. Com todo respeito ao glorioso Euclides da Cunha, mas já está mais que na hora do legislativo mudar de casa, de ares, se modernizar, pois esse prédio antigo, que já foi até cadeia fica parafraseando junto ao publico, que ali só existem pessoas com características de seus antigos moradores - se é que me entendem -.

E mais, para ser ativo o legislativo tem que se movimentar, bradar, se rebelar, mas não fazer isso para se esfomear através da troca promiscua de favores, de cargos, do velho toma lá, da cá. Isso tem que ser banido, isso tem que ser extirpado para que o eleitor volte a acreditar nesta instituição tão importante para a manutenção da democracia.

Enfim, se o legislativo de nossa cidade quiser ser respeitado e ter a credibilidade que merece, ele tem que parar de ser arcaico, de praticar políticas arcaicas, ele tem que dar um salto à modernidade. Tem que passar uma borracha em seu passado que muitas vezes se sujou por desmandos e atitudes corruptas, para mostrar que agora quer ser realmente o orgulho de quem lhe confia o voto.

É bom deixarmos bem claro que não pertencemos ao grupo de pessoas que só o critica, não pertencemos ao grupo de pessoas que semeiam o descrédito, que semeiam sua extinção, pelo contrário, sem sua presença a democracia estaria condenada.  A estes que só criticam e que depois se utilizam de suas mamas em benefício próprio o nosso repudio e indignação.

Acreditamos que o cidadão deve cobrar tudo isso, que devemos fazer a nossa parte, e mais ainda, acreditamos que devemos sempre observar que em todos os locais existem pessoas boas e pessoas ruins, mas o que não devemos aceitar é a política voltada ao interesse individual do umbigo de cada eleitor e de cada vereador. Isso tem que acabar.

Temos que acabar com a figura do voto pelo que recebi à minha pessoa, e não pelo que foi feito pelo meu bairro, por minha cidade. Temos que acabar com o legislador que só legisla para quem lhe oferece o fortalecimento do mandato, através de cargos, nomeações e favores escusos.

Isso tem que acabar, o legislativo tem que ser realmente ativo, para ser respeitado pelo cidadão de bem.

É por isso que perguntamos, LegislATIVO ?



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