NESTA SEGUNDA-FEIRA (21/10) OS RADARES MÓVEIS ESTARÃO OPERANDO NOS SEGUINTES LOCAIS: 

RADAR 1 - Av. Comendador Alfredo Maffei (bairro/centro) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 kM/H; 

RADAR 2 - Av. Bruno Ruggiero Filho (shopping/rodovia) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 kM/H; 

RADAR 3 - Rua Miguel Petroni (bairro/rodovia) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 kM/H.

Você já deve ter ouvido, lido, e até observado em algum lugar esta frase, "São Carlos Capital da Tecnologia". Este título que tanto engrandece a cidade, enche o ego dos moradores da cidade.

Outra situação que enche o ego do morador de São Carlos são os fatos históricos que sempre colocam que, em São Carlos algo único aconteceu, tipo uma pata de dinossauro, um escritor que aqui passou, e outros relatos históricos, além é claro, de que aqui é realmente um lugar lindo de se morar, ou seja, a Capital do Clima e da Tecnologia.

Mas ao par de toda expectativa positiva, existem algumas discrepâncias que hoje devemos pensar e refletir. Historicamente, observa-se que alguns destes benefícios não estão à disposição de toda  população, porque a cidade tem e vive em frações sociais que impedem que toda essa suposta tecnologia/qualidade de vida, esteja contemplada nas frações sociais e geográficas que ela mesmo criou. Além disso, aqui ainda vive uma população flutuante de estudantes de fora, que fazem as universidades terem esse "no hall" de serem uma das melhores do país, mas que pouco interagem com o restante da comunidade.

Agora, por incrível que pareça no centro de tudo isso, vive uma grande quantidade de pessoas que formam o clã político e de decisões deste município. Percebe-se então que tais benefícios e informações não chegam a todos e que, existe uma grande distância entre essas frações sociais e geográficas. São essas famílias através de suas pessoas e de seus produtos, que há décadas se reúnem nas esquinas e nos bares para parafrasear o futuro e as decisões que devem ser rogadas a todos os moradores que aqui residem.

Com base nesta realidade a cidade formou em suas fileiras políticas, grupos de pessoas que vieram de clãs de mandatários, que lá no passado possuíram grandes glebas de terras e de patrimônios, e passaram a comandar a circunscrição geografia desta a cidade. Desde os áureos tempos as decisões sempre ficaram centradas nesse marco geográfico e por muitos e muitos anos a política de São Carlos estagnou a cidade no tempo, sendo que muitos fatos relacionados ao progresso demoraram por acontecer, tomando por exemplo maior, a instalação do Shopping Iguatemy. Quem não se lembra dos comerciantes e da classe política que os acobertava, bradando que o shopping iria falir os comerciantes do centro?

E se pegarmos carona na linha do tempo chegaremos em 2013 numa triste realidade. Se olharmos para a esquerda veremos que a tecnologia aqui chegou, inovou e melhorou os conceitos e qualidade de vida de seu povo, através de intercâmbios culturais, sociais, pedagógicos e comerciais, que vem sendo oferecidos há décadas pelas duas universidades. Mas se olharmos para o outro lado veremos que a política de decisões destas famílias e de seus produtos, não acompanhou o crescimento desta mentalidade "tecnológica".

Se no passado "brigávamos" com Araraquara para deixarmos de ser seu distrito, hoje brigamos entre si, para impedir que alguém faça alguma coisa benéfica, no sentido de libertar São Carlos da  hierarquia de decisões políticas de governos, quer seja na esfera estadual ou federal.

A mediocridade política ainda é a pedra no sapato da modernidade tecnológica, pois há décadas não surge uma nova mentalidade neste setor, temos sempre os mesmos, em mascaras diferentes e os resultados políticos são sempre os mesmos, ou seja, problemas que se arrastam há anos, soluções que não acontecem e submissões políticas para obtenção de poder e de produtos.

Neste sentido em termos estaduais paramos no tempo e ainda vivemos em relação a outras cidades como ator coadjuvante deste filme de decisões rodado pelo governo do estado dentro de suas regiões administrativas. Com a palavra o mandatário da cidade que é amigo pessoal de quem pode mudar essa cena coadjuvante que, impede agregarmos mais um título à nossa cidade  "São Carlos – Região Administrativa do Estado de São Paulo". Será que isso ficará só no sonho? Será que o PSDB só enxerga São Carlos como um ator coadjuvante? Será que a pequenez da classe política rogara à sua população anos e anos ainda desta submissão?

Essa política arcaica voltada ao interesse do umbigo, encobre toda a grandeza de seu povo, de seus profissionais, dos que realmente não se preocupam com bandeiras políticas, mas sim, com a vontade real de fazer algo de grande, que marque a história desta cidade, não por fatos pitorescos que só enchem de orgulho os colunistas sociais e a elite que não visita a periferia.

E para tomarmos um norte em nosso relato, frisaremos em específico a área da saúde do município, gargalo maior de seus problemas e que se arrasta há anos sem solução. Como maior obra da história da cidade aparece na outra ponta a figura do Hospital Escola, bradado e anunciado como a grande solução dos problemas no atendimento, principalmente às camadas mas pobres da população.

Ledo engano, pois em sua estrutura o Hospital Escola ainda guarda escondida uma realidade de mentiras debaixo de suas macas. O pobre de São Carlos imagina que ele, hospital, estaria sendo criado para o seu beneficio, mas ele, o pobre, ainda demorará muito para ter acesso a este serviço, devido a mentalidade umbilical e tacanha dos que tem o poder de tomar as decisões corretas.

O pobre ainda sofrerá pela falta de serviços na área de saúde, porque os que deveriam batalhar por ele, não arregaçam as mangas para que a cidade seja uma região administrativa da área de saúde, e pare de se submeter as parcas migalhas de verbas destinadas de forma coadjuvante. Ora bolas, o Hospital Escola é o passaporte para esta conquista, deveria ser a referência para os discursos, para a reivindicação desta conquista e não ser o que é hoje, uma muleta de egos, uma coisa indefinida que se arrasta como se fosse filho histórico de um ginásio que por décadas enfeiou e arranhou a política de São Carlos. Será que o Hospital Escola será o novo Milton Olaio?

Os dias passam e não vejo ninguém fazer nada, pelo contrário, fica a realidade de atendimento à população relegada à Santa Casa de Misericórdia, que também guarda em sua história uma submissão a planos de saúde que hoje são os detentores de suas rédias e de suas decisões. Lembrando que tais planos por muitas vezes salvaram a irmandade da falência pela omissão do município, do estado e da união.

Então o internauta pergunta. Mas qual a solução para isso tudo? A resposta é que São Carlos carece urgentemente de novas pessoas com novas mentalidades, de renovação política já, que se pare de viver uma pequenez política infindável.

Enquanto o eleitor ainda tiver que votar no mesmo do mesmo com cara de diferente, as coisas irão demorar muito para mudar. Observe e reflita, veja quem são os que hoje estão ai e decida se eles merecem estar onde estão. Faltam novas lideranças, novos corajosos, a concorrência é benéfica para que as coisas mudem.

A história mostrará em breve se tudo o que escrevemos é verdade. A próxima eleição à Assembléia Legislativa de São Paulo e Câmara Federal, será a prova dos "nove", se algo realmente mudou na política da cidade.



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