NESTA SEGUNDA-FEIRA (21/10) OS RADARES MÓVEIS ESTARÃO OPERANDO NOS SEGUINTES LOCAIS: 

RADAR 1 - Av. Comendador Alfredo Maffei (bairro/centro) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 kM/H; 

RADAR 2 - Av. Bruno Ruggiero Filho (shopping/rodovia) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 kM/H; 

RADAR 3 - Rua Miguel Petroni (bairro/rodovia) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 kM/H.

Até o dia 31 de maio, estão em cartaz na Biblioteca Comunitária (BCo) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) as mostras "África além das mídias" e "La Jornada: a resiliência do povo venezuelano em busca de refúgio no Brasil".

A primeira exposição, organizada pela Comunidade Acadêmica Africana de São Carlos e Região (Caascar), acontece no âmbito da XV Semana Acadêmica Africana de São Carlos e apresenta cartazes com informações relevantes sobre o continente africano - como aspectos geográficos e culturais, vencedores do Prêmio Nobel, línguas oficiais, entre outras -, bem como objetos e vestimentas típicas. O intuito é despertar um pensamento crítico sobre o tema e quebrar estereótipos criados sobre o "berço da humanidade".

Já a segunda mostra é composta por fotos sobre a migração venezuelana em Roraima, de autoria do fotógrafo Chico Max, com supervisão da professora Svetlana Ruseishvili, do Departamento de Sociologia (DS) da UFSCar, Coordenadora do Grupo Interdisciplinar de Estudos das Migrações e Mobilidade (InterMob) e Coordenadora Acadêmica da Cátedra Sérgio Vieira de Mello na UFSCar. A exposição visa desmitificar o conceito de migrantes no Brasil, revelando que são pessoas de diversas classes sociais e que possuem famílias, inclusive semelhantes às brasileiras. "Há um estigma de que quem está indo para Boa Vista, em Roraima, são pobres e sem instrução, quando não necessariamente isso se constitui como verdade. Gostaria que os visitantes se reconhecessem nessas fotos, pois são retratos de pessoas como nós e que merecem ser acolhidas de maneira digna e respeitosa", diz Max. 

Na opinião de Ruseishvili, a exposição é impactante justamente devido ao olhar humanizado e empático que suas fotografias apresentam. "Enquanto na grande mídia e no debate público os migrantes venezuelanos nos são apresentados como vítimas passivas de uma crise social e econômica, os registros de Max nos mostram pessoas comuns: famílias com crianças, advogados e funcionários públicos, estudantes e aposentados. Diante desses rostos tão comuns e tão próximos, diante desses sorrisos e pequenas alegrias, somos convidados a perceber que os migrantes somos todos nós. É por isso que é preciso discutir o direito de migrar como direito básico de qualquer indivíduo, bem como construir pontes no lugar de muros", defende a docente. A mostra tem apoio da Universidade Federal de Roraima (UFRR), do Serviço Jesuíta para Migrantes e Refugiados de Boa Vista, da Missão Paz e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

As mostras são gratuitas, abertas ao público e estão disponíveis para visitação no saguão principal da BCo, localizada na área Norte do Campus São Carlos da UFSCar, de segunda a sexta-feira, das 8 às 22 horas, e aos sábados, entre 8 e 14 horas.



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