NESTA SEXTA-FEIRA (20/09) OS RADARES MÓVEIS ESTARÃO OPERANDO NOS SEGUINTES LOCAIS: 

RADAR 1 - Avenida João de Guzzi x Rua Marcos Vinicius de M. Moraes - VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 kM/H; 

RADAR 2 – Avenida Francisco Pereira Lopes (shopping/usp) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H; 

RADAR 3 – Avenida Bruno Ruggiero Filho (bairro/SHOPPING) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 kM/H.

Até o dia 30 de abril, a Biblioteca Comunitária (BCo) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) sedia duas novas exposições fotográficas: "Myanmar - vozes que escutam caladas" e "Exposição dos estudantes indígenas da UFSCar". A primeira, de autoria de Cesar Alves Ferragi, docente do Departamento de Geografia, Turismo e Humanidades (DGTH-So) da Universidade, já passou por galerias em cidades como São Paulo e Tóquio, no Japão, e reúne 24 fotos ampliadas dos registros de viagens realizadas em 2007 por Ferragi, que atuou voluntariamente como professor de Inglês no Myanmar (país do Sudeste Asiático, também conhecido como Birmânia), local em que conheceu e se aproximou de monges budistas que viviam em monastérios. 

De acordo com o docente, esse contato amigável lhe permitiu visitar alguns monastérios e conversar com muitos monges. "Eles têm muitas questões e curiosidades sobre o 'mundo lá de fora', incluindo o Brasil. Querem saber sobre nosso estilo de vida, nossos sonhos e nossas esperanças. Já a exposição lança uma provocação sobre como o aprendizado [compartilhado pelos monges] poderia ser aplicado aqui, na realidade brasileira e paulista", afirma Ferragi. Em sua vivência, Ferragi constatou também que os monges desempenham papel de liderança não apenas espiritual, mas também política no país asiático. Segundo ele, "os monges são as 'vozes que escutam caladas', porque eles têm uma posição de aprendizado e ensino, escutam, estudam muito e ajudam as pessoas, que confiam neles".

A mostra está disponível no espaço de convivência da BCo, localizada na área Norte do Campus São Carlos da UFSCar.

Já a segunda mostra é de autoria de integrantes do Centro de Culturas Indígenas (CCI) da UFSCar. Atualmente, o CCI conta com 256 estudantes indígenas, de 48 etnias diferentes. A exposição disponível na BCo é composta por banners, fotos, relatos dos indígenas sobre o seu povo e artesanatos, estes últimos construídos com materiais como bambu, sementes, barro, madeira e pedra. Segundo os organizadores, os temas apresentados na mostra são variados e partem da concepção de cada observador, mas, na essência, buscam retratar a luta dos povos indígenas, assim como a luta dos estudantes indígenas dentro da Universidade. Buscam, também, divulgar a diversidade presente na UFSCar, bem como as particularidades de cada povo indígena e os desafios de suas lutas e conquistas.

Segundo Jhonny Passos, um dos integrantes do CCI e estudante do curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação da UFSCar, a iniciativa relata a vivência dos povos indígenas e visa aproximar a comunidade não indígena da cultura indígena. "A principal mensagem que a exposição procura transmitir é que, mesmo há mais de 500 anos de luta, nós, indígenas, continuamos resistindo e somos presentes. Nós não deixamos de ser indígenas quando saímos de nossa comunidade ou aldeia; carregamos junto ao corpo essa força, a tradição e a nossa identidade", relata o estudante. Os materiais podem ser vistos no Piso 2 da BCo.

Por fim, continuam expostas, no saguão principal da Biblioteca, as mostras "As fronteiras entre o lixo e a arte" e "O que há de arte na comida", de autoria de Michelle Vasques, estudante do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro(UFRJ). As exposições são compostas por desenhos realizados em superfícies de objetos que teriam como destino final aterros sanitários ou lixões. Também exibem desenhos feitos em produtos alimentícios, sejam restos de comida, cascas de frutas e vegetais. "Acredito no poder da arte simples, momentânea e acessível e, principalmente, na requalificação de qualquer objeto, seja ele lixo ou não. A arte não precisa ser cara; ela não segue uma forma ou regra", afirma Vasques. Os desenhos expostos remetem, em sua maioria, a pessoas, mas incluem desde projetos arquitetônicos até animais e elementos da natureza.

As exposições são gratuitas, abertas ao público e podem ser visitadas de segunda a sexta-feira, das 8 às 22 horas, e aos sábados, das 8 às 14 horas.



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