NESTA QUARTA-FEIRA (05/08) OS RADARES ESTARÃO OPERANDO NOS SEGUINTES LOCAIS:

RADAR 1 - RUA MIGUEL PETRONI (RODOVIA/CENTRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H;

RADAR 2 - RUA MIGUEL PETRONI (CENTRO/RODOVIA) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H;

RADAR 3 - RUA RAY WESLEY HERRICK (BAIRRO/CENTRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 50 KM/H.

Nesta manhã de quinta-feira (12/12) foi realizada a cerimônia de abertura do evento “Análise dos 10 anos da Política Nacional à População em Situação de Rua”, no anfiteatro Bento Prado Júnior da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

O evento é uma realização da Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria de Cidadania e Assistência Social, em parceria com a Universidade Federal de São Carlos, por meio da Pró-reitoria de Extensão Universitária (PROEX), Atividades Humanas e Terapia Ocupacional (AHTO), Núcleo de Estudos e Pesquisas de Seguridade e Assistência Social da PUC-SP (NEPSAS) e do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI).

A mesa de abertura foi composta pela secretária de Cidadania e Assistência Social de São Carlos, Glaziela Solfa Marques, pela Profª Drª Carla Regina Silva do Departamento de Terapia Ocupacional da UFSCar e coordenadora do AHTO, Paulo Albano Filho, cientista social e diretor da Regional da Assistência Social de Araraquara e por Kelly Simões, representante dos usuários dos serviços socioassistenciais para as pessoas em situação de rua de São Carlos.

A professora Carla Regina disse que a parceria da UFSCar com a Secretaria de Cidadania e Assistência Social começou em 2013. “Desde então realizamos vários estudos com os moradores em situação de rua no Centro POP e muitos projetos de extensão da universidade foram aplicados nesta população”, afirmou.

Ela disse, ainda, que a demanda desse encontro foi para falar do censo que foi realizado pela Secretaria de Cidadania e Assistência Social. “A demanda desse encontro também veio em consonância com o levantamento do censo para a população de rua, que é uma demanda antiga do município, desde 2015”, ressaltou a professora Carla.

A secretária Glaziela Solfa Marques disse que o evento faz uma análise dos 10 anos da política nacional e São Carlos também tem uma década de atuação com os moradores em situação de rua, a partir da inauguração do Centro POP em 2009. “Pela primeira vez realizamos o censo que revelou que o município atualmente tem cerca de 250 moradores em situação de rua, na faixa etária entre 30 a 60 anos, com níveis de educação variado, muitos ainda com vínculo familiar. O questionário revelou também que muitos querem retomar os estudos para conseguir um trabalho”, revela a secretária.

Glaziela Solfa Marques explica que a partir deste censo será possível realizar várias metas de trabalho com enfoque nos resultados dos questionários com as demandas dos moradores em situação de rua. “A partir dos dados do censo é possível fazer toda uma reestruturação dos serviços e a educação foi o ponto mais importante colocado pelos moradores em situação de rua”.

O representante dos usuários dos serviços socioassistenciais para as pessoas em situação de rua de São Carlos, Clayton José Andrade dos Santos, morador em situação de rua há sete anos, disse que espera mais respeito da sociedade. “Espero mais respeito da sociedade porque a gente está na rua não é porque a gente quer, mas foi devido a problemas ocorridos durante a vida”, afirmou ele.

O evento continuou com a palestra da Profª Drª da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e coordenadora do NEPSAS – Núcleo de Estudos e Pesquisas em Seguridade e Assistência Social, Aldaíza Sposati, com o tema “Análise dos 10 anos da Política para População em Situação de Rua no Brasil”.

No período da tarde ocorreu uma mesa redonda sobre o “1º Censo da População em Situação de Rua em São Carlos: compondo redes”, com a mediação do padre João Vitor Bulle da paróquia São João Batista, representante do Comitê Intersetorial da População em Situação de Rua de São Carlos. Também participou da mesa Soraya Mattar Gonçalves, psicóloga e agente da Defensoria Pública do Estado de São Paulo.

O evento continua nesta sexta-feira (13/12) com várias oficinas e mesa de discussão com o tema “Estamos todos em sofrimento psíquico”? com a Terapeuta Ocupacional e professora da UFSCar, Sabrina Helena Ferigato.

A mesa redonda com o tema “Análise da Política Pública para População em Situação de Rua no Estado de São Paulo”, com a participação da socióloga da Secretaria Estadual do Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo, Luciana Bolognini, encerra o seminário.



Comentário(s) 

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cesar | 13 Dezembro 2019
KKKKK, tem isso na cidade, só os moradores de rua que não sabem, todos os canto e semáforos tem moradores de rua, não vejo ajuda do poder público, só aumenta e ninguém faz nada, a reunião tem que ser na praça pública, com a presença dos interessados, agora em teatro com ar condicionado, só mimimi.