NESTA QUINTA-FEIRA (23/01/2020) OS RADARES ESTARÃO OPERANDO NOS SEGUINTES LOCAIS: 

RADAR 1 - RUA MIGUEL PETRONI(RODOVIA/CENTRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H; 

RADAR 2 – RUA MIGUEL PETRONI (CENTRO/RODOVIA) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H; 

RADAR 3 – AVENIDA COMENDADOR ALFREDO MAFFEI (BAIRRO/CENTRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H.

O saldo da balança comercial de São Carlos apresenta clara tendência de superávit. As exportações e importações no segundo semestre têm médias superiores ao do primeiro semestre do ano. O trabalho de planejamento do Estado de São Paulo e de órgãos pertinentes para elevar o número de exportadores é importante.

O tamanho das empresas que podem participar do comércio exterior e o grau do conteúdo tecnológico são decisivas para a economia do município. A importância se deve tanto pelas divisas que abastecem as empresas locais quanto pelo aumento de mercado para as atividades empresariais.  A Tabela 2 apresenta as exportações e importações brasileiras. Apesar de existir saldo positivo de US$ 39 bilhões o desempenho no mercado externo continua a depender de uma pauta com menos produtos manufaturados. Logo, a indústria brasileira continua a definhar!

Tabela 1 – Balança Comercial de São Carlos – em US$

          

Tabela 2 – Balança Comercial Brasileira – em US$

          

O comportamento da taxa de câmbio depende da entrada e saída de moeda estrangeira e tal movimento dá origem a cotação cambial (troca de Reais por Dólares). Saldos comerciais e de serviços, que formam as transações correntes, definem um primeiro nível do fluxo da moeda estrangeira, seja de entrada ou de saída de mercadorias e/ou de rendas, juros, royalties etc. A entrada de investimento direto estrangeiro e de portfólio consiste nos fluxos que pertencem a Conta Financeira do Balanço de Pagamentos e que podem financiar possíveis necessidades da conta de Transações Correntes (Balança Comercial + Balança de Serviços).

A conjuntura econômica (interna e externa) do Brasil está sob observação internacional. Em geral, as análises macroeconômicas buscam compreender quais são as tendências dos movimentos e não exclusivamente os valores de curto prazo para a inflação, juros e câmbio, por exemplo.

A saída de capital quando se torna acelerada e incontrolável, ou seja, não responde aos instrumentos de controles do Banco Central, ganha o nome de fuga de capitais. Esse não é o caso brasileiro. Esse foi um ligeiro temor que ocorreu quando a taxa de câmbio ultrapassou o patamar de R$ 4,00 por dólar. Mas por que cotação subiu?

Em primeiro lugar, parte importante da explicação vem do comportamento da taxa de juros interna que remunera as aplicações de recursos estrangeiros no Brasil. Os juros mantem a estabilidade cambial através da remuneração mais elevada de títulos públicos e privados com relação a títulos internacionais.

Mas, o cenário que propiciou a redução da taxa de juros foi a constatação de que a inflação cedeu no Brasil ao longo do mês de novembro. Com níveis menores de inflação a taxa nominal de juros naturalmente cai a também a taxa real!

Aplicações estrangeiras em portfólio no Brasil seguem as tendências do grau de risco do país. Se no entendimento de investidores internacionais existir uma percepção de maior risco, os detentores das aplicações podem trocar a moeda nacional pelo dólar e deixar o país, o que resultou na taxa cambial acima de R$4,00 por dólar. Mas, se houver uma saída rápida e volumosa ocorreria uma depreciação acelerada da moeda, ou seja, seria necessário entregar mais Reais para comprar dólar.

Torna-se assim intuitivo que há um limite para alguém trocar Reais, que receberam juros de aplicação no Brasil, por dólar. Pois, quanto maior a cotação mais Reais devem ser entregues para comprar um único dólar. E isso destrói o ganho financeiro. Mas se houver um temor de insolvência do país, então a saída de capital não respeitará a lógica do rendimento, mas sim da segurança e as aplicações serão levadas pelos investidores para outros países. Esse não é o caso do Brasil atualmente.

A dúvida que pairou sobre a economia veio com o fraco desempenho da Balança Comercial no mês de outubro deste ano. Há também a queda das exportações ao longo de 2019. Se em 2018 as exportações cresceram 25% em relação a 2017, no ano atual as exportações caíram 16%, da mesma maneira que as importações (-16%). Como o Brasil depende muito do saldo comercial para fazer frente aos compromissos externos, esses fatos produziram alguma incerteza.

 



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