Nesta sexta-feira (16/08) os radares móveis estarão operando nos seguintes locais: 

RADAR 1 - Rua Miguel Petroni (RODOVIA/CENTRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H; 

RADAR 2 - Avenida Comendador Alfredo Maffei (CENTRO/BAIRRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H; 

RADAR 3 - Avenida Trabalhador São-carlense - (CENTRO/BAIRRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 kM/H.

Entre a colheita e a mesa do consumidor, cerca de 40% de frutas e hortaliças são perdidas. As razões vão desde a falta de cuidados no transporte até o armazenamento incorreto. Mas dicas simples podem ajudar a reduzir esse índice. Essa é a proposta dos folhetos que serão lançados no dia 14, no 7º Fórum de Prevenção de Perdas e Desperdício de Alimentos, promovido pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), em São Paulo.

Produzidos com o apoio da Abras, “Pega Leve” e “Fique Frio” trazem dicas destinadas ao varejo, com ilustrações e informações que podem contribuir para mudar o panorama atual de perdas no País. O folheto Pega Leve é direcionado ao manuseio, enquanto o Fica Frio é voltado ao gerenciamento da temperatura.

A iniciativa é do pesquisador Marcos David Ferreira, da Embrapa Instrumentação (São Carlos – SP), que também vai abordar o tema durante palestra sobre "Tecnologias para redução nas perdas pós-colheita em frutas e hortaliças", às 15 horas, no Espaço Infinitto, na Vila Leopoldina.

De acordo com o pesquisador, o caminho percorrido até o consumidor inclui diversas etapas, mas é na manipulação entre o início e o fim da operação que as perdas são maiores. “Assim, de 10 caixas produzidas no campo, 4 não chegam ao consumo.  Literalmente se perdem no caminho, jogando fora não só o produto, mas recursos utilizados na produção, transporte, entre outras fases”, avalia.

Ele explica que as perdas ocorrem no início pela classificação, embalagem, entre outros descuidos, falta de conhecimento, e depois na etapa de exposição no varejo e no manuseio pelo consumidor na hora da compra. “A mão-de-obra utilizada no varejo na manipulação de frutas e hortaliças, muitas vezes é sazonal. Assim, uma das formas de modificar esta situação é a conscientização e treinamento”, diz.

Marcos David aponta dois aspectos importantes para provocar mudanças no panorama atual - cuidado no manuseio e acondicionamento em temperaturas apropriadas. “Frutas e hortaliças são produtos vivos, respirando, e cada um tem características próprias. Esses folhetos têm o objetivo de passar informações de maneira simples, por meio de anagramas, que auxiliam o varejo na redução das perdas para ganhos para todo o setor”. 

O pesquisador se dedica ao estudo de perdas e desperdícios há mais de 20 anos, como o Curso de Tecnologia Pós-Colheita em Frutas e Hortaliças, que será realizado de 26 a 30 de agosto, na Embrapa Instrumentação. Este ano, o evento que está na VI edição terá 100 participantes de diversas áreas do conhecimento e vários estados brasileiros.

 As ações envolvem a cadeia produtiva do pós-colheita, incluindo o setor supermercadista, que gera diretamente mais de 1,8 milhão de empregos. O segmento registrou um índice de 1,82% de perdas em 2017, o que resultou em R$ 6,4 bilhões do faturamento bruto da cadeia, de acordo com a avaliação do Departamento de Economia e Pesquisa da ABRAS, em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA/Provar). Durante o fórum, será divulgado a 19ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro de Supermercados.

Estratégias para redução de perdas

O Fórum de Prevenção de Perdas e Desperdício de Alimentos, realizado há sete anos pela Abras, reúne anualmente mais de 500 profissionais do varejo supermercadista e especialistas para discutir soluções e estratégias da área.

 A ABRAS foi criada em 1968 e atua em rede, de forma participativa, com as 27 Associações Estaduais de Supermercados afiliadas, sempre com foco na evolução das lojas; no estímulo ao saudável intercâmbio com os fornecedores; além do esforço dirigido ao melhor atendimento aos consumidores e à evolução do mercado de consumo no País.



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