OS RADARES MÓVEIS ESTARÃO EM OPERAÇÃO NESTA SEGUNDA-FEIRA (17/6) NOS SEGUINTES LOCAIS:

RADAR 1 - AVENIDA TRALHADOR SÃO-CARLENSE (RODOVIÁRIA/USP) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H;

RADAR 2 - AVENIDA BRUNO RUGGIERO FILHO (BAIRRO/shopping) - VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H;

RADAR 3 - RUA MIGUEL PETRONI - (RODOVIA/CENTRO) - VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 kM/H.

Eles têm apenas 10 anos de idade e estão vivenciando o mundo universitário. Na USP em São Carlos, entrar na faculdade não é coisa só de adulto. “Eles se sentem parte da Universidade. São empoderados e dizem: sou estudante do Pequeno Cidadão da USP”, afirma a professora Elaine Trimer. Ela é coordenadora pedagógica do projeto que há mais de 20 anos atua para complementar a formação educacional de crianças e adolescentes de escolas públicas.
 
Os jovens frequentam a Universidade após o período de aulas e realizam atividades esportivas, de dança, artesanato, palestras e cursos, além de terem encaminhamento profissional. O reforço escolar e orientação médica também fazem parte da rotina. Os alunos são acompanhados durante quatro anos, por sinal, o tempo médio de uma graduação na Universidade. A finalização do ciclo é comemorada com uma formatura.
 
“As grades de aulas são formatadas de acordo com a idade deles”, afirma Elaine. Para a inscrição, a criança deve ter 10 anos. “Com 14 anos, o último ano do Pequeno Cidadão, a grade é voltada para a formação profissional, com visitas a instituições que trabalham com jovens.”
 
O processo seletivo se inicia no mês de setembro com a divulgação do projeto em escolas públicas de São Carlos, por meio de uma psicóloga social. Depois, a família do estudante deve manifestar interesse em inscrevê-lo. “Há uma listagem dos documentos exigidos e ocorre uma pré-seleção para confirmar os dados socioeconômicos da família e uma visita aos familiares.”
 
A coordenadora explica que é possível a equipe do Pequeno Cidadão visitar a família para realizar a inscrição, caso não haja disponibilidade de deslocamento. O número de vagas a serem preenchidas varia conforme a quantidade de formandos da última turma, sendo que a equipe trabalha com 220 jovens ao ano. O público-alvo são crianças pertencentes a famílias consideradas de baixa renda.
 
Trabalhando com os pequenos desde 1999, a professora Elaine se emociona ao falar do projeto. “A convivência diária traz uma gratidão enorme. Eles vêm com uma história. E nós acabamos participando dessa história.” Durante os quatro anos de acompanhamento das aulas e atividades, são ensinados “valores positivos de vida e de cidadania”. Mas o primordial, como conta Elaine, é passarem a ver o meio acadêmico como deles também.
 
E os frutos colhidos com o Pequeno Cidadão desde sua criação? Elaine afirma que de 90% a 95% daqueles que passaram pelo projeto dão continuidade aos estudos. Ocorrem alguns encontros com ex-alunos para a troca de experiências. Mas os valores plantados nas crianças florescem rapidinho. “Os resultados não são depois do projeto, queremos vê-los transformando os lugares que moram, replicando o conhecimento.”
 
Parcerias
 
O Pequeno Cidadão conta com o apoio da Prefeitura do Campus USP de São Carlos (PUSP-SC) e da KPMG Auditores Independentes para o desenvolvimento das atividades. Há ainda uma parceria com a Prefeitura de São Carlos, que, além de disponibilizar transporte escolar, oferece convênio de saúde bucal para as crianças.
 
“Temos ainda um apoio muito grande de todos os setores da USP”, diz a professora. Há uma integração com outras ações realizadas pela Universidade, como o projeto Semente, da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), que aplica atividades da área de ciências que compõem a grade de aula;  o projeto Robô na Escola, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), com o professor Eduardo Simões, que desenvolve atividades ligadas à área de robótica junto com a sustentabilidade, mostrando como materiais podem ser reutilizados para esse conhecimento.
 
E, neste mesmo segmento, a professora Roseli Aparecida Francelin Romero, do Departamento de Ciências de Computação do ICMC, orienta sobre as Olimpíadas de Robótica.
 
Neste ano, será firmada uma parceria com o Sesi da cidade. Segundo a coordenadora, as crianças poderão vivenciar práticas de esportes no local e receber uma carteirinha para frequentar quando desejarem . “É uma oportunidade de eles terem outras formas de lazer”, ressalta ela. E para os dois alunos com melhor desempenho nas atividades, são destinadas duas bolsas para fazer o ensino médio no Colégio Interativo, parceiro do Pequeno Cidadão.


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