NESTA SEGUNDA-FEIRA (17/12/18) OS RADARES MÓVEIS ESTARÃO NAS SEGUINTES VIAS: 

RADAR 1 – RUA MIGUEL PETRONI, 338  - CENTRO/BAIRRO - VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 50 KM/H; 

RADAR 2 – AVENIDA JOÃO DE GUZZI X RUA MARCOS VINÍCIUS DE M. MORAES  - VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H; 

RADAR 3 – AVENIDA TRABALHADOR SÃOCARLENSE, OPOSTO 1130, RODOVIÁRIA/USP - VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 M/H.

 

É sábado de manhã no campus da USP, em São Carlos. A mãe de Guilherme Costa Origa está orgulhosa: registra em fotos e vídeos o momento especial em que o garoto exibe seu certificado. A cena até poderia remeter às cerimônias de colação de grau que acontecem frequentemente nesse ambiente, se não fosse pelo inusitado fato de Guilherme estar muito longe de ser um jovem conquistando o diploma de graduação. O menino tem apenas 5 anos e a mãe declara orgulhosa que o filho conquistou seu primeiro certificado aqui: no laboratório de informática 6-306 do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP. 
 
Guilherme e sua família estavam entre as cerca de 30 pessoas que participaram de uma verdadeira festa dançante no ICMC: a edição de 2019 da Hora do Código, realizada pela manhã e à tarde no dia 1º de dezembro. Antes de partir para o laboratório e realizar as atividades de programação, o público foi recepcionado pelo professor Moacir Ponti, presidente da Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC. Para explicar, na prática, a relação que se pode estabelecer entre dança e programação, o professor contou com a colaboração da plateia, de alunos e professores do Instituto. Eles se tornaram dançarinos no palco do auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano e foram “programados” para executar movimentos no ritmo sincronizado das palmas do público.
 
“Vocês vão ver no laboratório que é muito mais fácil programar o computador do que esses dançarinos”, brincou Moacir no fim da apresentação. Aparentemente, a relação didática estabelecida entre dança e computação no palco contribuiu para facilitar a compreensão dos participantes do evento. Tal como Guilherme, a maioria dos que ali estavam nunca haviam experimentado programar um computador e, quando sentaram diante da máquina, os olhos não desgrudavam da tela. Ao terminar o tutorial proposto para o dia (Festa dançante), logo começam a fazer outro e mais outro até o tempo do evento acabar.
 
Sem medo de entrar na dança – O apoio de estudantes-voluntários que fazem parte de quatro grupos de extensão do Instituto foi fundamental para o sucesso da iniciativa. Eles forneceram um atendimento personalizado aos participantes, esclarecendo dúvidas e contribuindo com o aprendizado, desmistificando a ideia de que os conhecimentos sobre programação são inacessíveis para quem não é especialista no assunto. A todo momento, as mãos dos voluntários apontavam novas direções nas telas dos computadores e as expressões faciais refletiam cada conquista obtida por seus aprendizes.

“A lógica da programação é um conhecimento que está presente no nosso dia a dia. Até para atravessarmos a rua seguimos um procedimento, que pode ser comparado aos algoritmos que usamos para programar o computador”, diz a estudante Ana Fainelo, que cursa Ciências de Computação no ICMC. Ela participa do Programa de Educação Tutorial (PET-Computação) e foi uma das voluntárias do evento, o qual contou com a contribuição de mais três grupos de extensão: o grupo de desenvolvimento de jogos Fellowship of the Game (FoG), o Grupo de Estudos para a Maratona de Programação (GEMA) e o Grupo de Alunas nas Ciências Exatas (GRACE).

“É um jeito de incentivar o gosto de estudar”, disse Iara Carlos da Costa, mãe de Guilherme, antes de ir embora da Hora do Código. Ela explicou que, nesta semana, o filho conquistará outro certificado: o de conclusão do ensino infantil. Com certeza, será mais um entre muitos que virão. Mas, provavelmente, Guilherme nunca se esquecerá de que foi na USP que conquistou seu primeiro certificado.

Sobre a Hora do Código – Este ano, mais de 157 mil eventos ao redor do mundo já foram cadastrados na plataforma global da Hora do Código, sendo que 254 deles foram no Brasil. A iniciativa acontece anualmente durante a Semana da Educação em Ciência da Computação, realizada em reconhecimento ao aniversário da pioneira da computação, a almirante Grace Murray Hopper, que nasceu em 9 de dezembro de 1906 em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Ela foi uma das primeiras programadoras da história.

Vale destacar que os tutoriais da Hora do Código ficam disponíveis o ano todo no site https://studio.code.org/courses. Dessa forma, quem não conseguiu participar do evento tem a chance de acessar as atividades propostas e experimentar o que é programação na prática.


Comentário(s) 

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cesar | 18 Janeiro 2018
Começou a industria da multa em Ibaté, daqui a alguns meses os guardas serão cobrados por produção e vai dobrar a arrecadação de multas.