NESTA SEXTA-FEIRA (15/12) RADARES MÓVEIS ESTARÃO NAS SEGUINTES VIAS: 

RADAR 1 – RUA LOURENÇO INNOCENTINI (BAIRRO/CENTRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 50 KM/H; 

RADAR 2 – RUA DOUTOR MARINO DA COSTA TERRA (BAIRRO/CENTRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 50 KM/H;  

RADAR 3 – RUA DOUTOR MARINO DA COSTA TERRA (CENTRO/BAIRRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 50 KM/H;

A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), por meio da Ouvidoria, da Secretaria Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade (SAADE) e da Atlética, se uniu ao campus São Carlos da USP - Atlética e o Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira (CAASO) - para promover uma Campanha de Combate à Violência de Gênero durante a 38ª edição da Taça Universitária de São Carlos (Tusca), que ocorre de 12 a 15 de outubro. O evento promove campeonatos em várias modalidades esportivas, além de festas e shows.

Para promover a Campanha, alunos do curso de graduação em Enfermagem da UFSCar desenvolveram um folder sobre o tema, como atividade da disciplina de Educação e Saúde, conduzida pela professora Maria Waldenez de Oliveira, do Departamento de Metodologia de Ensino da UFSCar.

"O folder foi feito com base em pesquisas acadêmicas, realizado pelos próprios alunos. A campanha tem o comprometimento dos estudantes e eles buscaram fazer a parceria com a Instituição. Isso reflete a consciência que eles têm, hoje, em se responsabilizar pelo diálogo com seus pares, e demonstra um amadurecimento das nossas representações estudantis", avalia a Ouvidora Geral da UFSCar, Silvana Aparecida Perseguino. Segundo ela, os organizadores da Tusca se comprometeram a imprimir 2.500 exemplares do material para cada instituição e que serão incluídos no kit adquirido pelos participantes da Tusca.

"A Tusca reúne estudantes de diferentes locais, é uma oportunidade muito rica de levantarmos questões que fazem parte do cotidiano da Universidade, as violências de gênero, o respeito à diversidade, as diferentes formas de assédio. É um momento muito importante para romper com a cultura machista naturalizada presente nas festas e jogos universitários", explica Natália R. Salim, Coordenadora da Coordenadoria de Diversidade e Gênero da SAADE. A Secretaria tem participado ativamente das reuniões e colaborando com a preparação do material da Campanha. Segundo Natália, o intuito é fazer com que essas campanhas sejam contínuas e presentes em todos os espaços da Universidade.

"Nosso grupo entendeu a relevância da violência de gênero dentro das universidades, já que é um caso muito recorrente e pouco falado e trabalhado aqui dentro", afirma Bruna Justino, estudante do curso de graduação em Enfermagem da UFSCar e uma das integrantes do grupo que elaborou o folder da Campanha. "Nossa intenção era de entender e passar para as pessoas o que é a violência de gênero e suas ramificações e mostrar que há órgãos aqui dentro que podem ajudá-las nesses casos".

Segundo ela, o folder foi produzido baseado em duas fontes principais: revisão bibliográfica e entrevistas. "Fizemos entrevistas com diversos perfis de universitários para observar quais eram os entendimentos e dúvidas deles em relação ao assunto. Baseados nesses relatos, fomos entrevistar pessoas que já trabalham com essa temática, como a SAADE, a Liga Interdisciplinar em Saúde da Mulher (LISMU), a Liga de Diversidade e Gênero, Ouvidoria e a Atlética, para que pudéssemos nos aproximar do assunto e conseguir um direcionamento", conta Bruna.

Em conjunto, foram feitas diversas pesquisas científicas em bases de dados, revistas, publicações encontradas nos sites da SAADE e Ouvidoria, documentários e também pesquisas de outras campanhas que abordam esse tema. "Depois de realizadas as pesquisas, nós fizemos reuniões com nossos parceiros (Atlética, Ouvidoria e SAADE) para definir os ajustes finais", detalha Bruna. Além dela, participaram da elaboração do folder os alunos Caroline do Rio, Geovana Carisani, Giovanna Brunna, Giovanna Doria, Jonatas Sneideris, Paulo Gustavo, Rafael Elias e Nelvi Olenga.

Além da produção do folder, destaca-se o trabalho de intervenção da LISMU durante a entrega. "Elas fazem a entrega de preservativos, distribuem o folder da campanha e aproveitam esse momento para conversar sobre prevenção de doenças, autonomia e empoderamento das mulheres. Também criaram um cartaz para compor a campanha desse ano", relatou Natália, da SAADE.



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