NESTA SEXTA-FEIRA (24/01/2020) OS RADARES ESTARÃO OPERANDO NOS SEGUINTES LOCAIS: 

RADAR 1 - AVENIDA TRABALHADOR SÃO-CARLENSE (CENTRO/BAIRRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H; 

RADAR 2 – AVENIDA TRABALHADOR SÃO-CARLENSE (BAIRRO/CENTRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H; 

RADAR 3 – AVENIDA COMENDADOR ALFREDO MAFFEI (CENTRO/BAIRRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H.

Walter Delgatti, o Vermelho, preso pela Polícia Federal acusado de hackear mensagens do aplicativo telegrama de autoridades de todos os poderes, entre eles do ministro da Justiça, Sérgio Moro, falou pela primeira vez com um veículo da imprensa. Em entrevista à Revista VEJA, edição que circula neste fim de semana, Delgatti confirmou que chegou aos celulares das autoridades após invadir, por vingança, o celular do promotor Marcel Bombarda, de Araraquara, responsável pela denúncia que o levou à prisão pela primeira vez.

As mensagens hackeadas por “Vermelho” deram origem ao que se chamou de “Vaza Jato” e revelou a troca de mensagens entre os procuradores da Lava Jato e o juiz Sérgio Moro durante os processos da operação de combate à corrupção.

Delgatti, porém, declarou à Veja que, além das conversas que vieram à público por meio do site The Intercept, também invadiu o celular do general Walter Braga Netto, o atual chefe do Estado-Maior do ExércitoUma das mensagens, inclusive, provaria a ligação do Exército com um assassinato praticado durante a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro em 2018.

De acordo com o hacker, o general recebeu um vídeo de um de seus comandados com o relato da execução sumária de uma pessoa. A reação do general foi apenas repreender o comandado por usar o celular “no combate”. O conteúdo já está em poder da Polícia Federal. 

Família Bolsonaro

A família Bolsonaro também foi hackeada por Delgatti, que disse não ter encontrado nenhuma conversa do presidente Jair Bolsonaro porque ele não usava o aplicativo para se comunicar. No entanto, conversas dos filhos do presidente, Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro, comprovariam ações para impulsionar mensagens de WhatsApp durante a campanha presidencial de 2018. “Fiz campanha para o Bolsonaro e me arrependi depois”, disse ele a Veja.

Outra revelação feita por “Vermelho” acusa Januário Paludo, membro da força-tarefa da Lava Jato, de receber propina de Renato Duque, ex-diretor da Petrobrás. O caso também é alvo de investigação. 

Comparsa fez delação

Outro integrante do grupo, Luiz Henrique Molição, teve a delação premiada homologada e já está em liberdade. O teor dos depoimentos de Molição ainda não foram divulgados. Porém, há a informação de que ele teria apontado a participação de pelo menos mais três pessoas - uma delas ligada ao ex-ministro e ex-prefeito de Ribeirão Preto, Antonio Palocci. Delgatti continua negando motivações políticas na ação criminosa ou que tenha feito a invasão dos celulares em troca de dinheiro. 



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