NESTA SEXTA-FEIRA (13/12) OS RADARES ESTARÃO OPERANDO NOS SEGUINTES LOCAIS: 

RADAR 1 – Rua Rui Barbosa (CENTRO/BAIRRO) vELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 40 kM/H; 

RADAR 2 – Avenida Francisco Pereira Lopes (usp/ shopping) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 kM/H; 

RADAR 3 – Rua Miguel Petroni (rodovia/centro) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 kM/H.

Entre janeiro e junho deste ano, o Estado de São Paulo registrou o menor número de fatalidades no trânsito desde o início da série histórica do Infosiga SP, sistema de dados do Governo de São Paulo que traz mensalmente informações sobre acidentes fatais. No período, foram registradas 2.593 ocorrências, redução de 2% na comparação com 2018 (2.645). A redução chega a 20,6% na comparação com o primeiro semestre de 2015. Em junho, foram 498 mortes em ruas e estradas, redução de 2,9% na comparação com 2018 (513 óbitos).

"Os resultados deste ano são fruto de uma intensa mobilização promovida pelo Governo do Estado e pela sociedade como um todo. E o engajamento do poder público é fundamental para a criação de políticas públicas eficazes", explica a coordenadora do programa Respeito à Vida, Silvia Lisboa. Em junho, o programa e o Detran.SP firmaram parceria com todos os 304 municípios integrados ao Sistema Nacional de Trânsito, destinando quase R$ 200 milhões para intervenções em ruas e avenidas.

Os dados do Infosiga SP para o semestre mostram que a maioria dos acidentes fatais (51,1%) ocorre em ruas e avenidas administradas pelas Prefeituras. Já as ocorrências em rodovias correspondem a 44,1% do total, enquanto em 4,6% dos casos não foi possível identificar com precisão o local do acidente.
Regiões com maior número de fatalidades
 
Um levantamento feito pelo Respeito à Vida, programa do Governo de São Paulo responsável pelo Infosiga SP e que articula ações para reduzir fatalidades no trânsito, aponta as regiões com maior concentração de acidentes.
A região metropolitana da Capital lidera o ranking, com 850 ocorrências fatais no primeiro semestre, o que corresponde a quase um terço do total do Estado (32,8%). Na sequência, aparecem as regiões de Campinas (432 óbitos, 16,7% do total), Sorocaba (217 óbitos, 8,4% do total), São José dos Campos (182 óbitos, 7% do total) e Santos (138 óbitos, 5,3% do total).
 
"A relação dos acidentes com alto tráfego, tanto urbano como rodoviário, é direta nessas regiões. Por isso a importância de investimentos nas vias e, principalmente, em ações de conscientização", afirma Silvia Lisboa. Cerca de 170 municípios dessas regiões participam do programa, e o Estado destina R$ 128 milhões para projetos das Prefeituras. Também foram identificados, por meio do Infosiga SP, pontos críticos em rodovias que receberão intervenções.
 
As fatalidades caíram em 10 das 16 regiões administrativas do Estado. Os índices reduziram nas regiões de Araçatuba (-5%), Bauru (-9%), Campinas (-12%), Franca (-7%), Itapeva (-6%), Presidente Prudente (-5%), Registro (-30%), Ribeirão Preto (-3%), Santos (-4%) e Sorocaba (-4%). Os aumentos forma registrados nas regiões de Barretos (+13%), Central (+4%), Marília (+19%), Metropolitana de São Paulo (+1%), São José dos Campos (+8%) e São José do Rio Preto (+14%).
 
Pedestres
 
Outro dado expressivo é a redução do número de mortes entre pedestres. Nos primeiros seis meses do ano, a queda é 9,5% com 675 casos registrados em todo o Estado (746 em 2018). Em junho, foram 130 mortes. Idosos com mais de 60 anos de idade correspondem a uma em cada três vítimas de atropelamentos.
 
Já os motociclistas seguem liderando as estatísticas no Estado e correspondem a 35% das vítimas. São 913 fatalidades, redução de 0,9% na comparação com o ano passado (921 casos). Diferente dos pedestres, a maior parte das vítimas são jovens com idade entre 18 e 24 anos (41,8% dos casos). No mês de junho, foram 178 mortes, redução de 3,3% (184 casos em 2018).
 
Ocupantes de automóveis aparecem terceiro lugar nas estatísticas, com 638 mortes, aumento de 7% na comparação com 2018 (596 ocorrências). As rodovias abrigam o maior número de acidentes fatais (64,3% dos casos) que acontecem na maior parte das vezes durante a noite (53,8%). Em 63,5% dos casos a vítima é o próprio condutor do veículo.
 
O número de ciclistas mortos no trânsito teve leve redução (-3,4%) no primeiro semestre com 197 casos neste ano contra 204 no mesmo período do ano passado. Os acidentes estão concentrados em vias municipais (59,9%) e vitimam principalmente homens (92%). O principal tipo de acidente é a colisão contra outros veículos (72% dos casos) e o automóvel está presente em 51,4% das ocorrências.
 
Perfil das vítimas de trânsito
 
No Estado de São Paulo, 24,4% das vítimas são jovens com idade entre 18 e 29 anos. Os homens são a grande maioria, representando 81,3% das fatalidades. Os acidentes estão concentrados nos finais de semana (45,1%) e no período noturno (52,6%) e as colisões contra outros veículos é o principal tipo de acidente (38,6%). Em 56,8% dos acidentes, o condutor é a vítima.
 
 
Sobre o programa Respeito à Vida
 
Programa do Governo do Estado de São Paulo, atua como articulador de ações com foco na redução de acidentes de trânsito. Gerido pela Secretaria de Governo, envolve também as secretarias de Educação, Segurança Pública, Saúde, Logística e Transportes, Transportes Metropolitanos, Desenvolvimento Regional, Desenvolvimento Econômico e Direitos da Pessoa com Deficiência.
 
O Respeito à Vida também é responsável pela gestão do Infosiga SP, sistema pioneiro no Brasil, que publica mensalmente estatísticas sobre acidentes fatais de trânsito nos 645 municípios do Estado. O programa mobiliza a sociedade civil por meio de parcerias com empresas e associações do setor privado, além de entidades do terceiro setor. Em outra frente, promove convênios com municípios para a realização de intervenções de engenharia e ações de educação e fiscalização. 
 
Atualmente, 304 cidades são parceiras do programa e R$ 200 milhões em recursos provenientes de multas do Detran.SP beneficiam 96% da população.


Adicionar comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Portal SCDN. Se achar algo que viole as regras de uso, denuncie.


Código de segurança
Atualizar codigo