OS RADARES MÓVEIS ESTARÃO EM OPERAÇÃO NESTA SEGUNDA-FEIRA (17/6) NOS SEGUINTES LOCAIS:

RADAR 1 - AVENIDA TRALHADOR SÃO-CARLENSE (RODOVIÁRIA/USP) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H;

RADAR 2 - AVENIDA BRUNO RUGGIERO FILHO (BAIRRO/shopping) - VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H;

RADAR 3 - RUA MIGUEL PETRONI - (RODOVIA/CENTRO) - VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 kM/H.

Dados do Instituto Trata Brasil revelam que apenas 78,57% do esgoto da região Sudeste é tratado. Do número de esgoto coletado, o Espírito Santo trata apenas 36,59%, Minas Gerais, 35,78%, Rio de Janeiro, 33,57%, e São Paulo, 62,84%.

Dos 20 piores municípios do ranking de saneamento, cinco são do Rio de Janeiro: Belford Roxo, São João de Meriti, Duque de Caxias, Nova Iguaçu e São Gonçalo. Com relação ao tratamento, São João de Mereti e Nova Iguaçu não tratam nenhum volume de esgoto.

Para o economista e consultor do Instituto Trata Brasil, Pedro Scazufca, é preciso investir mais em saneamento. O especialista ressalta ainda que metade das cidades do Brasil não tem plano municipal de tratamento de esgoto, o que pode trazer consequências graves para a saúde.

“O Brasil, hoje, tem uma situação de saneamento que é incompatível com a posição econômica que o país tem. O Brasil é uma das 10 maiores economias do mundo e cerca de 100 milhões de brasileiros não tem coleta de esgoto. Essa situação leva a uma série de problemas, inclusive em termos de saúde para a população. Falta de saneamento leva a um aumento da incidência de doenças de veiculação hídrica”, alerta.

Atualmente, apenas 44,92% dos esgotos do Brasil são tratados. Na tentativa de melhorar esse grave problema, tramita no Congresso Nacional um projeto de lei que pretende alterar o Marco Legal do Saneamento Básico. O PL 10.996/2018 pretende atribuir à Agência Nacional de Águas competência para editar normas sobre o serviço de saneamento no país.

Para o deputado federal Leonardo Quintão (MDB-MG), a aprovação da propostas vai trazer mais qualidade ao serviço prestado à população. “Infelizmente, hoje os estados estão com dificuldade de investimento, dificuldade de manutenção da rede. Há uma perda crescente da água tratada até ela chegar no consumidor final, e nós temos estados que perdem acima de 40%, isso é perda de investimento de manutenção na rede. E com essa abertura, o que nós vimos e estamos vendo aqui em Brasília é que há total interesse da iniciativa privada de estar participando das licitações e de estar investindo no Brasil”, acredita.

A ideia do autor do projeto, deputado Hildo Rocha (MDB-MA), é votar a pauta ainda no primeiro semestre de 2019. Para isso, a Câmara deve iniciar a discussão do tema em uma comissão especial, o que agiliza o trâmite do projeto de lei. Se aprovado, poderá seguir direto para votação no Plenário da Casa.



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