NESTA SEXTA-FEIRA (25/09) OS RADARES ESTARÃO OPERANDO NOS SEGUINTES LOCAIS: 

RADAR 1 - RUA MIGUEL PETRONI (CENTRO/BAIRRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 50 KM/H; 

RADAR 2 - AVENIDA JOÃO DE GUZZI X RUA MARCOS VINICIUS DE M. MORAES - VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H; 

RADAR 3 - AVENIDA HENRIQUE GREGORI (SHOPPING/BAIRRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H.

 

 

Estudantes que ocupam desde terça-feira (3) o plenário principal da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) decidiram manter a mobilização até que uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar fraude na merenda escolar do estado seja instalada. Deputados do PT, PSOL e PCdoB apoiam o protesto e conseguiram, em negociação com o presidente da Casa, Fernando Capez, liberar a entrada de alimentos para os estudantes.

Ontem (4) à tarde, a assessoria de imprensa da presidência da Alesp impediu o contato de jornalistas com os alunos que participam da ocupação. Os jornalistas podiam entrar apenas em uma antessala do plenário e fazer imagens do local, mas sem se aproximar ou conversar com os estudantes.

Integrantes de organizações da sociedade civil também foram barrados. Apenas os deputados têm livre acesso ao plenário e conversam com os estudantes. Representantes do Conselho Tutelar e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foram chamados para acompanhar uma possível reintegração de posse.

Capez entrou na Justiça com um pedido de reintegração, mas estudantes e deputados esperam que a saída possa ser negociada. A Polícia Militar já está no prédio e atua no controle do acesso ao plenário ocupado. O deputado Carlos Giannazi (PSOL) disse que a presidência da Alesp está sendo pressionada pela chamada bancada da bala, para que “haja uma ação truculenta da Polícia Militar” na desocupação.

Segundo Giannazi, entidades como a OAB e o Conselho Tutelar foram convidadas a acompanhar o protesto “para que não haja retirada truculenta de uma manifestação pacífica, em que os alunos estão dando uma verdadeira aula de cidadania e movimentando uma assembleia que não funciona, que não vota nada, que não investiga ninguém, que não tem representado os interesses da sociedade”.

O deputado do PSOL disse ser a favor da abertura da CPI da Merenda para que o caso tenha visibilidade. “Nós da oposição vamos apresentar vários requerimentos e várias denúncias nessa CPI, inclusive trazendo os promotores que estão investigando a máfia da merenda escolar para que façam explanações sobre o andamento dessas investigações.” São necessário 32 votos para a abertura da comissão. Até a tarde de hoje, só havia 25 votos a favor.

O presidente da Alesp, Fernando Capez, disse ter votado a favor da abertura da CPI, mas não soube explicar porque deputados aliados não se manifestaram pela instalação da comissão que poderá investigar a fraude na merenda: “eu não mando nos deputados”. Capez concedeu entrevista coletiva na tarde de hoje ao lado dos deputados Coronel Telhada, ex-comandante da Rota, e Coronel Camilo, ex-comandante da Polícia Militar.

Capez, citado nas investigações de fraude na merenda, diz que se considera uma “vítima” por ter seu nome envolvido no esquema. As irregularidades nos contratos para fornecimento de merenda para escolas da rede pública de ensino do estado são investigadas pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil na Operação Alba Branca.

Reintegração 

O presidente da assembleia confirmou que pediu a reintegração de posse à Justiça, disse que a medida é urgente e que espera uma decisão favorável ainda nesta quarta-feira.

Deputados da oposição disseram que farão um cordão de proteção aos estudantes, caso a Justiça decida pela reintegração de posse, para evitar que haja violência na ação da Polícia Militar.

 



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