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Um comitiva formada por nove vereadores, representantes da Prefeitura Municipal e da ACISC e SINCOMÉRCIO e alguns jornalistas, estiveram em São Paulo na tarde desta terça-feira (07), participando de uma audiência com o secretário Estadual de Desenvolvimento Regional, Marcos Vinholi e pelo secretário-chefe da Casa Militar e Coordenador da Defesa Civil do Estado, Coronel Walter Nyakas Júnior. A audiência foi “articulada” pelo pré-candidato a prefeito pelo PSDB de São Carlos, Netto Donato, também acompanhou a audiência.

Pois bem

A comitiva seguiu até a sede do Governo do Estado com bastante otimismo, o presidente da Câmara, Lucão Fernandes era um dos mais entusiastas. Mas o tiro saiu pela culatra. O encontro foi rápido e Vinholi foi bastante frio com a comitiva são-carlense.

Pois bem II

João Muller, André Fiorentino e o presidente da ACISC José Fernando Domingues, fizeram uma rápida explanação dos problemas causados pelas chuvas e apresentaram ao secretário Vinholi duas demandas.

Pois bem III

Uma no valor de R$ 2,5 milhões para recompor os danos causados pelas duas chuvas deste ano que atingiram 204mm. A segunda demanda foi na obtenção de R$ 10 milhões para obra de ampliação da vazão de água da rotatória do cristo.   

O retorno

Vinholi mexendo no celular a todo momento, acompanhou as explanações dos são-carlenses e disse que iria juntamente com o Coronel Nyakas, avaliar os documentos entregues e enviar uma equipe para São Carlos ainda esta semana.

O retorno II

A audiência que durou menos de 30 minutos foi encerrada e Vinholi saiu rapidamente da sala. Os jornalistas foram atrás e conseguiram uma rápida entrevista. Mas quem se irritou mesmo foi o presidente Lucão.

Mãos vazias

Lucão não se conformou em deixar a reunião sem nada sólido do Governo do Estado. Disse em alto e bom som que saia do Palácio indignado com o tratamento recebido por Vinholi. No saguão de entrada do Palácio os dois voltaram a se encontrar para uma foto e alí o bicho pegou de novo.

Mãos vazias II

Lucão disse que estava voltando para São Carlos triste e cobrou Vinholi novamente, este por sua vez disse que o vereador estava fazendo política e os dois começaram a discutir. Os ânimos ficaram ainda mais acirrados, quando o jornalista Jeferson Vieira que acompanhava a comitiva, passou a defender Vinholi.

Resumindo

Vinholi fez as fotos com a comitiva e foi embora visivelmente irritado com a saia justa.

Saia Justa

Mas quem ficou numa saia justa mesmo foi o articulador do encontro, o pré-candidato Netto Donato. Ele e Lucão discutiram. O encontro deveria servir para dar um “gás” no nome de Netto, mas o tiro saiu pela culatra. Faltou maturidade política de Netto e do próprio Vinholi.

Mas não parou por aqui

Nesta quarta-feira pela manhã, em entrevista ao programa Fala São Carlos da Rádio São Carlos AM, o prefeito Airton Garcia, jogou mais lenha na fogueira em relação a viagem. Com a presença de Lucão Fernandes no estúdio, o apresentador Antonio Carlos Tucura, sugeriu ao prefeito de fazer um empréstimo de R$ 15 milhões para as obras emergências de combate a enchentes ao invés de emprestar dinheiro para a compra do prédio da antiga Faber.

Mas não parou por aqui II

O prefeito disse que não sabia de nada do que foi apresentado ao secretário Estadual, pois não participou do encontro, mas que não adiantaria fazer a obra proposta na região do Cristo, pois a mesma “não resolveria o problema das enchentes”.

Mas não parou por aqui III

Para o prefeito existe uma “lenda impregnada em muita gente da cidade” de que os problemas das enchentes na cidade estão concentradas na região do Cristo. Para Airton o projeto apresentado em São Paulo foi equivocado.

Ferrou

A resposta do prefeito deixou tanto o apresentador do programa, bem como Lucão, sem ação. Resumindo, cada um fala uma língua nesta história toda.

Cá entre nós

Olha, acompanho esse problema das enchentes e alagamentos a bastante tempo. Sabemos dos prejuízos, estragos, transtornos e tudo mais que as mesmas provocam. Sim, choveu bastante nos últimos dias, mas na boa, já tivemos situações bem mais graves que estas recentes e não assistimos essa “mobilização toda” das autoridades. Resumindo, essa viagem foi um desastre político. Talvez até venha algum dinheiro do Estado, mas politicamente foi um desastre.

E tem mais 

Já passou da hora da Prefeitura Municipal, manter uma reserva financeira no orçamento para suprir as necessidades quando ocorrem episódios de enchentes. Todo mundo sabe que existe, que faz estragos, mas ninguém reserva nada.

Bem na foto

Para não falar que ela não serviu para nada, serviu sim. Serviu para revelar que o chefe da Defesa Civil de São Carlos, Pedro “Efetivamente” Caballero, goza de um grande prestígio junto ao comando da secretário-chefe da Casa Militar e Coordenador da Defesa Civil do Estado. O Coronel Nyakas encheu a bola do nosso comandante da Defesa Civil.

Bem na foto II

O secretário da Casa Militar disse para todos os presentes que Pedro Caballero “é uma referência no Estado e no Brasil”. Quando o coronel descobrir que Caballero e sua pequena equipe estão “jogados” numa espelunca lá na rua Totó Leite lá no Jd. Ricetti, ele vai chorar.  

Uma pergunta:

Por qual motivo não levaram Pedro “Efetivamente” Caballero para essa audiência em São Paulo?

Mais uma coisa

Para os corneteiros de plantão, cada integrante da comitiva que seguiu viagem até São Paulo de Van, (vereadores, secretário, convidado e quatro jornalistas), pagaram do bolso suas despesas com alimentação, tanto na ida, quanto na volta. A Van, acreditamos que foi alugada pela Câmara Municipal.    

João Bidu

O secretário de Meio Ambiente, José Galizia Tundisi, tornou público uma informação importante que caso fosse levado a sério pelos políticos de São Carlos, os problemas enfrentados por conta das enchentes, poderiam ter sido bem menores.

João Bidu II

Tundisi lembrou que as chuvas intensas que precipitam em São Carlos no mês de janeiro foram previstas pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) no início da década passada.

João Bidu III

O órgão divulgou estudo em 2001 alertando que a segunda década do século 21 seria a mais chuvosa da história. Além disso, desde agosto do ano passado já se sabia que haveria um aumento da precipitação no verão desse ano, com grande volume de água e em curto espaço de tempo.

João Bidu IV

Tundisi salientou que essas mudanças não são ocasionais, elas estão acontecendo em todo o planeta e são frutos das mudanças climáticas. Ele frisou que as consequências vão além de enchente e alagamentos, com implicações graves para a saúde.

A verdade

Não tem jeito. Os problemas de enchentes e inundações em São Carlos são históricos e pelo seu relevo, digo que é insolúvel Nem se arrumar um caminhão de dinheiro se resolve este problema.

A verdade II

Durante a nossa história de crescimento, acabamos com os leitos dos principais rios da cidade (Monjolinho, Gregório, Mineirinho, Tijuco entre outros). Suas margens já eram, onde havia terra hoje tem asfalto. Não existe espaço para alargamento dos leitos dos rios. Não tem área para construções de piscinões.

A verdade III

A única solução seria mexer no centro, na baixada e isso significa reconstruir aquela área. Mas não existe tal possibilidade, pois para isso seria preciso um “rio” de dinheiro para indenizações, obras etc...

A verdade IV

Existem algumas soluções paliativas, essas sim. Tudo o que foi feito até aqui, de alguma forma minimizou os problemas, mas acabar, talvez isso nunca ocorra. E por qual motivo? Oras, a política em São Carlos deixou de ser pensando no povo, passou a ser nas últimas três décadas, pensadas em grupos políticos e de “alguns empresários”.

Até sexta

É insustentável ouvir reclamações do povo acerca das inundações, seca, crises e epidemias, quando seus próprios pecados produzem as ruínas oriundas da natureza que muito afetam os seus praticantes. (Helgir Girodo). Fale conosco: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.



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