NESTA SEXTA-FEIRA (15/12) RADARES MÓVEIS ESTARÃO NAS SEGUINTES VIAS: 

RADAR 1 – RUA LOURENÇO INNOCENTINI (BAIRRO/CENTRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 50 KM/H; 

RADAR 2 – RUA DOUTOR MARINO DA COSTA TERRA (BAIRRO/CENTRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 50 KM/H;  

RADAR 3 – RUA DOUTOR MARINO DA COSTA TERRA (CENTRO/BAIRRO) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 50 KM/H;

A Prefeitura de São Carlos contratou, na última semana, a Organização Social de Medicina e Educação de São Carlos, a OMESC. Por um prazo de 30 dias, a entidade prestará, com 25 médicos, plantões, na Unidade de Pronto Atendimento da Vila Prado, a UPA.

Baixar as portas

Se não contratasse a OS em caráter de urgência, a UPA da Vila Prado  baixaria as portas. Deixaria de atender algo em torno de 600 pacientes por dia e sobrecarregaria ainda mais a combalida Santa Casa, que pede por misericórdia e reabertura de mais uma UPA para desafogar o sistema.

Capenga

A medida é controversa, gerou inúmeros questionamentos nas redes sociais, mas foi inevitável. Agora, não devemos pesar nas críticas acerca da contratação de uma Organização Social. São estes 25 médicos que mantém o sistema, ainda que capenga, em funcionamento.

Não são vilãs

Vale lembrar que as Organizações Sociais não são vilãs como se pintam por aí. Quem não nos deixa mentir são o AME, o Poupatempo e o Bom Prato, sistemas eficientes e geridos por Organizações Sociais.

Algumas são suspeitas

Evidentemente, que no meio do caminho, existem entidades suspeitas. E num momento da história recente da política local, tentaram intrujar picaretas que acabaram com o sistema de saúde no munícipio em que atuaram. Um exemplo do que falamos é a Cajamar, cidade do interior paulista.

A culpa é de quem ?

Mas quem criou o colapso no sistema de saúde? Os responsáveis são Paulo Altomani e Oswaldo Barba, que dormiram em berço esplêndido e não adotaram providências ao fim do Regime de Pagamento Autônomo, o RPA.

Errou

Airton Garcia não escapa e tem a sua parcela de culpa. Foi o atual prefeito que errou ao não agilizar o processo de reconhecimento de dívida com profissionais médicos que prestaram serviços por meio de RPA nos meses de outubro a dezembro de 2016.

Fez o que pode

E o prefeito foi infeliz ao se referir a categoria, no início do governo. Nestes 9 meses, o governo municipal chamou todos os médicos concursados pelo Altomani, realizou 2 processos seletivos, fez o chamamento público de empresas, esteve no MP inúmeras vezes, enfim.

Remuneração

Mesmo com a classificação de muitos profissionais nesses processos, desistem do vínculo empregatício com o poder público municipal.  A grande discussão: remuneração incompatível com o labor dos profissionais.

Atenção

O que devemos nos atentar neste momento são aos seguintes questionamentos:

Questão I

A  Prefeitura respeitou a legislação vigente para contratação emergencial por dispensa?

Questão II

A entidade está legalmente constituída?  

Questão III

O valor pago a OS é aquele praticado na média dos municípios da região?

Questão IV

A organização tem os médicos para atender a população?

Resultado

Se a resposta aos quatro itens acima for "sim", o cidadão que precisa de urgência e emergência nesta cidade não quer saber a forma de contratação, quer o retorno dos seus impostos em serviços públicos de qualidade.

Ficar atentos

Os vereadores e a população precisam fiscalizar como foi feita a dispensa da licitação, pois já temos o exemplo do Transporte Coletivo que levantou dúvidas sobre o processo de licitação passada e foi interrompido pela justiça.

Bom final de semana

E vai chegar um dia que em a tal de tecnologia avançada será um amontoado de lixo e teremos que aprender a conviver no meio de tanta porcaria. (Carlos Cares Ribeiro)

 

 

 

 



Comentário(s) 

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Aécim Pódemais | 17 Outubro 2017
Não é por nada não mas uma OS feita na bacia das almas justamente no meio do caos da saúde que assola a cidade a toque de caixa para se prontificar a "ajudar" nessa pendenga soa no mínimo estranho , afinal de boas intenções o inferno esta cheio.
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leitor questionador | 16 Outubro 2017
Em verdade vos digo que faltou coragem ao prefeito para resolver a pendenga da saúde no tempo certo. Se tudo tem sua hora, a da resolução para a saúde pública já passou e provocou graves e deletérios efeitos sobre a população carente, que necessita de amparo do governo municipal. Espera-se que essa situação calamitosa seja resolvida e não ocorra mais, porque, afinal, os tributos devem ser revertidos em benefício da população. Se assim não ocorrer, resta perguntar " cadê o dinheiro que estava nos cofres municipais? " O gato comeu, ou o rato levou.