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A audiência sobre a crise no transporte público em São Carlos que deveria ser pública, infelizmente na nossa modesta opinião, não foi. O que se pode ver é que aquilo foi um espetáculo para alguns dos participantes.

Atrasado

Pra começar a audiência que estava marcada para às 18h30, começou com quase uma hora de atraso. Total falta de respeito com quem estava no plenário aguardando o seu início. Desde 18h30 a Câmara estava pronta, o que atrasou foi a espera de algumas autoridades.

MP sem representante

Depois a constatação da falta de um representante do Ministério Público do Estado de São Paulo em um evento, cujo tema era de tamanha importância para a população. Apesar que foi lido no plenário pelo presidente Julio Cesar que o ofício ao promotor só havia sido protocolado no MP no dia da audiência. Aí fica difícil se programa né? É importante destacar que nas audiências anteriores sobre o tema, o MP sempre esteve  presente.

Jurídico não Técnico

Bom depois o secretário de Transporte e Trânsito Coca Ferraz, abriu de fato a audiência. Blá, blá, blá, até que declarou o que mais interessava. Estava triste com a situação do transporte público em São Carlos por não conseguir atuar de maneira técnica. “O problema é jurídico”.

Jurídico não Técnico II

Coca disse que sua secretaria é técnica e que ele nesse momento não teria condições nenhuma de fazer nada para melhorar as condições do transporte na cidade.

Jurídico

Bom depois veio o chefe de gabinete da Procuradoria Geral do Município de São Carlos, Ademir Souza e Silva que também fez o seu blá, blá, blá. Depois disse que era uma herança da gestão anterior, o que concordamos em gênero, número e grau. No campo jurídico, Ademir citou que o Tribunal de Contas, entendeu que a contratação da Suzantur foi ineficaz, ilegal, direcionada e até fraudulenta.

Ação do MP

Mesmo entendimento teve o Ministério Público que ajuizou uma ação em maio, contra o ex-prefeito Paulo Altomani, ex-secretário de Transporte Marcio Marino e a Suzantur. O promotor pede nesta ação que todos os valores pagos por meio de subsídios, sejam devolvidos.  “Essa é a situação do transporte coletivo da cidade, está sub-judice”, disse Ademir.

O não pagamento

Ele também disse que no dia 31 de janeiro um auditor do Tribunal de Contas foi a Prefeitura Municipal para analisar o contrato entre a Prefeitura e Suzantur. Neste mesmo dia ele deu um parecer de que o contrato era ilegal, ilegítimo e direcionado. Foi a partir deste momento o prefeito entrou em estado de alerta, motivo pelo qual o prefeito deixou de pagar os subsídios.

Coação

Em outro momento Ademir disse estranhar o fato da empresa que foi quem entrou com a ação de cobrança contra a Prefeitura,  estar agora fazendo uma coação no curso do processo. Ademir disse que a Prefeitura iria ainda hoje iria representar na Justiça contra essa coação no curso do processo, feito pela empresa.

Um triz

O procurador disse ainda que não haverá paralisação do transporte público e garantiu que todos os funcionários terão seus empregos garantidos e disse que a solução para o problema já existe, “falta um triz para acontecer”, sem revelar como esse “triz” irá acontecer.

"Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo"

Depois foi a vez do advogado Luiz Luppi da empresa Suzantur. Como em outras ocasiões, Luppi deu seu espetáculo na tribuna da Câmara. Falando para uma plateia formada pela sua maioria de funcionários da empresa, ele deu um show.

"Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo" II

Disse que os secretários Coca e Ademir fizeram papeis ridículos na audiência. Ele ironizou Coca em relação aos semáforos, ironizou o advogado Ademir e como era esperado fez seus discursos inflamados e cansativos.  

"Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo" III

Luppi também questionou as informações fornecidas pelo procurador Ademir. Ele falou, falou, falou por longos 30 minutos, o permitido era 10 minutos. Ele só parou de falar, quando Ademir se retirou do plenário em protesto a falta de pulso dos vereadores que estavam conduzindo a audiência.

Boteco

Mas não parou por aí. Muitos durante a audiência, questionaram a ausência do prefeito Airton Garcia. Para o espetáculo ficar completo, o vereador Leandro Guerreiro, que já tinha criticado a ausência do prefeito, faz uso da palavra para fazer a revelação estarrecedora.

Boteco II

No momento em que ocorria a audiência, que seu secretário de trânsito e o procurador era massacrado, o senhor Airton Garcia estava em um bar da cidade.  “Pode uma hora dessa estar  em um boteco, mas não pode estar em uma audiência pública”. Em seguida, Leandro se retirou da audiência. Vale lembrar que o parlamentar é o presidente da Comissão de Urbanização, Transportes e Habitação da Câmara Municipal.

O Rei da Live

Até pensamos que Leandro fosse até o bar onde o prefeito estava para fazer uma live (transmissão) ao vivo, mas isso não aconteceu.

Mas continuando

Bom na segunda etapa da audiência diversos vereadores fizeram uso da palavra, funcionários da Suzantur, usuários do transporte entre outros e Coca Ferraz foi o único representante da Prefeitura a ficar até o fim.

Resultado

Bom depois de 2 horas, 53 minutos e 22 segundos o resultado que tivemos disso tudo foi Nada! Como iniciamos a coluna, a audiência que deveria ser pública, se tornou um espetáculo para alguns. Foi uma verdadeira perda de tempo, sorte teve o promotor que tinha outro compromisso e não pode estar presente nesse “teatro”. Certo foi o prefeito que deu uma passada no bar que é caminho de sua casa para tomar “um aperitivo”. E tenho dito!

E as UPAs

E o fechamento das UPAs  é outro assunto que não foge do noticiário. Nesta quinta-feira na Câmara, Prefeitura e Ministério Público promoveram mais uma reunião para encontrarem saídas e reabrirem ao menos uma Unidade de Pronto Atendimento.

E as UPAs II

Não houve evolução no encontro. Agora, devem marcar uma segunda reunião e tentarem estabelecer um Termo de Ajustamento de Conduta e a contratação temporária pelo Regime de Pagamento Autônomo (RPA).

E as UPAs III

O RPA pode ser implementado em caráter de urgência, temporariamente. E por que tanta polêmica? A quem interessa o caos? Enquanto isso, a população padece por falta de atendimento médico.

Propensa

A reunião de ontem, é verdade, não apresentou avanços significativos, mas o prefeito Airton Garcia deu indícios, que jogam luz à situação. A prefeitura estaria propensa em abrir exceção e contratar temporariamente por RPA até que novos concursados sejam contratados.

Já poderia ter sido feita

É um caminho, mas vale lembrar que a administração teve a oportunidade de firmar um TAC no passado, com o vaticínio do Ministério Público, mas recuou. Não sabemos qual será a  decisão da Prefeitura, mas é consenso. A sociedade não suporta mais o caos na saúde.

Bom final de semana

A inutilidade deve ser contida, apesar de ser inutil ela e nociva. (Alextrindade). Fale conosco: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

 

 



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