NESTA SEXTA-FEIRA (21/6) OS RADARES ESTARÃO OPERANDO NOS SEGUINTES LOCAIS: 

RADAR 1 - AVENIDA HENRIQUE GREGORI (BAIRRO/SHOPPING) VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H; 

RADAR 2 - Rua AVENIDA FRANCISCO PEREIRA LOPES (USP/SHOPPING) - VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 KM/H; 

RADAR 3 - AVENIDA BRUNO RUGGIERO FILHO (SHOPPING/BAIRRO) - VELOCIDADE MÁXIMA PERMITIDA DE 60 kM/H.

Aqui não se discute os direitos constitucionais. Se a legislação garantiu o silêncio do secretário de Fazenda, José Roberto Poianas na CPI do Cheque, tudo bem. O secretário afastado de Fazenda (se é que existe isso para cargo de confiança), porém, tratou seu depoimento como deboche, com risinhos sarcásticos e respostas singulares: “está nos termos do depoimento”,  “prefiro me manter em silêncio” entre outras frases de efeito, que trouxeram sim um efeito: o da desmoralização ao contribuinte. Essa postura nos traz a dimensão de como esta administração trata o dinheiro do cidadão: com deboche.

Promiscuidade

Sérgio Monsignati, sinceramente, foi muito “sabe de nada, inocente”. Ele se lascou por excesso de confiança ao secretário Poianas. Esta foi a impressão que ficou depois das cinco horas de depoimento à Câmara.

Caiu por terra

E aquele conto da carochinha contado pelo prefeito Paulo Altomani, que teria tomado todas as providências assim que tomou conhecimento da fraude. Segundo depoimento de Sérgio Monsignati, isso não passou de bravata.  Segundo ele, a mando do prefeito, foi com Poianas ao Tribunal de Contas para conversarem com o auditor Paulo Robert Viscovini. *Nota da Redação - No período da tarde desta sexta-feira  a Secretaria Municipal de Comunicação, manteve contato com a redação do SCDN informando que a  reunião a qual o servidor se referiu em depoimento à CPI está documentada e foi solicitada oficialmente pelo auditor Paulo Robert Viscovini, e não pelo prefeito Paulo Altomani.

 

Panos quentes

A intenção, pelo depoimento de Sérgio, era colocar panos quentes antes que o caso tivesse conhecimento da opinião pública. O auditor deixou claro: se quiserem, podem cobrir o rombo, mas da canetada, não vão escapar. Tudo foi relatado.

Tese

Paulo Altomani foi comparado ao ex-presidente Lula ontem, durante os depoimentos da CPI do Cheque. Para quem não se lembra, Lula sempre dizia a todos que não sabia de nada. É mensalão, petróleo e outras coisas.

Intimidade

Outro fato trazido à luz da sociedade foi o grau de intimidade entre Poianas, Jordão e Serginho. Os três chegaram a viajar para um hotel fazenda em Cardoso, na região de Rio Preto. Segundo Serginho, Jordão chegou a prestar serviços na casa do secretário afastado de Fazenda (se é que existe isso para cargo de confiança).

A fala

“Quando fui lá, a convite do Secretário Poianas, havia dois funcionários do Jordão trabalhando em sua casa, que estava sendo reformada”, disse à CPI.

Dor de estômago

Uma outra parte do depoimento, que trouxe um certo nojo a esta coluna foi a seguinte declaração de Sérgio sobre a cobertura do rombo no cofre público. “O Poianas a todo e qualquer momento me falava para ficar tranquilo porque os cheques seriam cobertos. Inclusive, no dia 28 ele me chamou no Cinebar, pediu a escritura da minha casa e disse que arrumaria o dinheiro. Resisti, falando: ‘Você está de brincadeira comigo.’ E ele disse: ‘Eu lhe garanto que efetuarei o pagamento, mas preciso que você me dê a escritura da sua casa em garantia.’ Pombas, então que amizade era essa? Em que um ‘amigo’ pede a escritura da única casa como garantia?

É amizade!

A relação próxima entre Jordão e o prefeito também ficou clara no depoimento. “O Poianas sempre reiterava que era ele quem mandava na pasta e que os pagamentos ao Jordão deveriam ser feitos, vez que Jordão era amigo do prefeito, tendo livre acesso à Engemasa e ao Gabinete do prefeito”.

E os dólares?

Um outro fato bastante estranho que foi trazido por Sérgio à CPI. É a questão da troca de 60 mil dólares do secretário de Fazenda com um tal de japonês. Segundo Sérgio, Poianas trazia de vinte mil a trinta mil numa bolsa com símbolo da maçonaria e  trocava. Segundo Sérgio, a bolsa de Poianas ficou com o japonês. A pergunta que fica é: de quem era o dinheiro?

E agora?

Poianas permanece neste governo diante de tamanho escândalo? Se bem que ele é inocente, até que se prove o contrário. Mas o escândalo pode grudar nesta gestão.

Nabo

Um ex-aliado de Paulo Altomani conseguiu intento contra o prefeito. Trata-se de Marcelinho Santa Cruz. É dele a denúncia de superfaturamento em shows que foram realizados em São Carlos.

Recordando

Foi Santa Cruz quem juntou documentos de shows que aconteceram em São Carlos durante o Carnaval, de 1º a 4 de março de 2014, quando apresentaram-se os grupos Os Travessos, Katinguelê, Mulatas do Sargentelli, Eliana de Lima, Jair Rodrigues e Luciana Melo.

Preços

O grupo Os Travessos apresentou-se em São Carlos por R$ 44 mil no dia 1º de março de 2014. No mesmo mês, o conjunto musical esteve em Hortolândia, na região de Campinas, e cantou por R$ 12 mil – 266% mais barato.

Mais

O grupo Katinguelê também esteve em Hortolândia, mas no dia 3 de março de 2014. A apresentação custou R$ 12 mil; em São Carlos, o valor cobrado foi de R$ 55 mil, uma diferença de 358%. Outro exemplo mencionado na representação é o da cantora Eliana de Lima. Na mesma Hortolândia, a apresentação musical custou R$ 15,8 mil; em São Carlos, foram R$ 91,5 mil. Nesse valor, inclui-se a apresentação das Mulatas do Sargentelli.

O que pede?

O promotor Sérgio Piovesan de Oliveira pede: ressarcimento integral do dano, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos, pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração percebida pelo demandado, e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos sanções que deverão ser dosadas e escolhidas de acordo com os critérios de razoabilidade e proporcionalidade, adequados à conduta dos demandados.

Bom final de semana

Um dia, e esse está próximo, todos os corruptos serão afogados  na onda da indignação do povo. (Miral Pereira dos Santos). Fale com a gente: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.



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