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Novos trechos da delação do ex-executivo da Odebrecht, Guilherme Pamplona Paschoal, ao Ministério Público Federal (MPF), revelou encontros dele com o ex-prefeito e ex-deputado Newton Lima (PT) para discutirem apoio à campanha de Oswaldo Barba (PT) em 2012. As revelações foram publicadas pelo Jornal Primeira Página na edição desta quinta-feira.

Em troca de doações, a companhia gostaria de uma abertura na futura administração à apresentação de um projeto de concessão do esgoto do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE).  Paschoal tinha a informação de que Newton Lima foi prefeito de São Carlos por dois mandatos e que Oswaldo Barba o sucedeu na administração da Prefeitura. “Newton Lima era uma pessoa influente. Não sei como cheguei a ele, não me recordo”, disse o delator.

De acordo com o ex-executivo da Odebrecht, nas conversas estabelecidas com Newton, o político via uma possibilidade de estudo da concessão do esgoto. “Não a concessão plena de água e esgoto”, frisou Paschoal.

O ex-executivo apresentou a Odebrecht a Newton e mostrou alguns exemplos de atuação da empresa em casos de concessão do esgoto. “O deputado entendeu que a concessão do esgoto poderia ser interessante ao município e disse que levaria o caso ao Oswaldo Barba”.

Paschoal  revelou que manteve encontros com Newton no aeroporto de Congonhas e em uma padaria nos Jardins em São Paulo. Num primeiro momento, Paschoal afirmou a intenção de se contribuir na campanha de Barba, contudo não mencionou valores.

Autorizadas as doações pela companhia, Paschoal revelou novo contato com Newton, que aconteceu na padaria. “Nessa padaria, ele me apresentou ao candidato Oswaldo Barba”, afirmou Paschoal. “Eles estavam com outra pessoa e foi aí que eu falei que a contribuição seria por meio de caixa 2”.

Para o recebimento do recurso, a Odebrecht passou endereço, horário e uma senha para a distribuição do recurso. Ele contou que um senhor de São Carlos, de uma indústria, entre 55 e 60 anos, seria o responsável por receber o dinheiro. “Não recordo o nome dele, estive com ele apenas uma vez”, disse Paschoal.

O plano da Odebrecht era doar R$ 500 mil à campanha do petista, mas quando perceberam a virada de Paulo Altomani (PSDB) nas pesquisas de intenção de voto em 2012, fizeram contato com o tucano e doaram R$ 150 mil; o grupo de Oswaldo Barba recebeu R$ 350 mil. “O Oswaldo tinha consciência que estávamos contribuindo para a campanha para prover projetos de água e esgoto no município”, disse Paschoal.

Outro lado – Esta semana os advogados dos ex-prefeitos Newton Lima e Oswaldo Barba, distribuíram uma nota de esclarecimento, sobre as declarações do ex-executivo da Odebrecht, Guilherme Pamplona Paschoal.

A nota diz o seguinte:

Acerca da menção de seus nomes na colaboração da Odebrecht, a defesa do ex-Deputado Federal Newton Lima Neto e do ex-Prefeito Oswaldo Baptista Duarte Filho, conquanto não tenha tido acesso aos autos, tem a esclarecer que:

1- Foram, ao todo, 12 anos de gestão à frente da Prefeitura de São Carlos sem jamais se cogitar de concessão do serviço de saneamento da cidade.

2- Doutrinaria e factualmente, as gestões de ambos sempre fortaleceram o serviço executado pela autarquia municipal e o tema de privatização não constou do programa de governo à reeleição do candidato Oswaldo Barba, conforme depositado na justiça eleitoral em 2012.

3- Desde 2001, quando se iniciou a gestão Newton Lima, o serviço autônomo municipal foi fortalecido, teve sua situação financeira saneada, criou-se o plano de carreira dos servidores municipais da autarquia, expandiu-se o serviço de captação e fornecimento de água tratada, elevou-se a coleta de esgoto em patamar superior a 95%, construiu-se a estação de tratamento de esgoto “Monjolinho” e obteve-se recursos federais não reembolsáveis do PAC para implantação de rede de água e esgoto do Varjão e uma nova estação de tratamento de esgotos na bacia do rio Mogi-Guaçu.

4- A empresa Odebrecht jamais participou de qualquer obra relacionada à melhoria e à expansão desses serviços de saneamento público em São Carlos. Tampouco participou de qualquer outra obra durante as gestões de ambos.

5- É incompatível com esse histórico a narrativa de que poderia haver qualquer iniciativa de privatização de um sistema que funcionava equilibrada e eficientemente.

6- O conteúdo divulgado causou indignação em ambos e será rechaçado durante o processo. A defesa reafirma que todas as doações eleitorais foram recebidas e declaradas conforme disciplinava a legislação vigente à época. (Com informações do Jornal Primeira Página)

 

 



Comentário(s) 

+2
cesar | 21 Abril 2017
Estranho todos falam que a Oldebrecht está mentindo, mas ninguém processa a empreiteira, porque será. Medoooo.