Se você for um empreendedor, possivelmente irá falhar em algum momento. E, caso seja jovem, provavelmente, irá cometer mais erros pelo caminho.
Isto é o que diz o artigo “15 erros que os jovens empreendedores cometem, mas não precisavam cometer”, que foi publicado pela revista Fortune, e otimamente sintetizado pela Results On.O artigo afirma que empreender é um processo constante de hipóteses e “se você não estiver errando, talvez não esteja aprendendo”. Mas segundo ele, alguns erros são desnecessários e podem ser evitados sem grandes desafios. Seguem alguns deles:
- Estar preso num universo acadêmico: enquanto estiver na faculdade, é tentador ver o mundo através da perspectiva de um estudante universitário e apelar para conceitos acadêmicos ao conversar com seus clientes em potencial. Porém, é preciso diferenciar a realidade universitária da vida empreendedora na prática.
- Não ter um protótipo: ou ter, e fazer pouco uso dele. Isso não significa colocar apenas amigos e familiares para testar uma pequena parte do seu serviço, mas encontrar uma maneira de encontrar usuários dispostos a utilizar seu produto semelhante à maneira que pretende oferecer aos seus clientes.
- Acreditar que não tem concorrência: sim, você tem. Nem que ela seja representada de outra forma, como lutar para atrair a atenção do seu consumidor. E caso tenha competidores explícitos, certifique-se qual o diferencial que será oferecido pela sua empresa.
- Não conversar com seus clientes: os melhores empresários conhecem seus clientes pelo nome, principalmente, na fase inicial. Enquanto estiver desenvolvendo um produto, é fundamental ouvir o que eles têm a dizer. A única ressalva é se você estiver inventando algo verdadeiramente inovador. Steve Jobs, por exemplo, não nos perguntou sobre como queríamos o iPod.
- Pagar por serviços que podem ser free: é regra para qualquer startup reduzir gastos extras. Que tal gastar mais alguns minutos para pesquisar por serviços e alternativas que podem sair mais em conta?
- Não saber escolher seus mentores: não é porque é fácil de obter a ajuda de um professor, por exemplo, que é ele quem deve ser o seu conselheiro. A grande maioria deles, especialmente aqueles com estabilidade, vivem em uma realidade bem diferente de uma startup (empreendimento).
Há excessões, claro, mas a grande maioria dos acadêmicos têm interesse puramente intelectual em que você está fazendo, quando o que você precisa mesmo é de apoio tático e de alguém que conheça o mercado de verdade.
- Não saber praticar o seu “Elevator Pitch”: trata-se da abordagem de venda da sua idéia/projeto que você consegue fazer de seu negócio em 1 minuto. Qual é a importância disso?
Acontece que muitas vezes, 1 minuto é tudo que você tem para ganhar o interesse de uma pessoa. Você pode ser apresentado a um investidor, mas não conseguirá agendar uma reunião com ele a menos que naquele instante desperte seu interesse.
Trazer todo o conhecimento teórico da faculdade para a realidade do mercado ou para a realidade de um empreendimento é bastante complicado. Mas tudo pode se resolver se você souber com quem conversar, quem procurar, começar a freqüentar eventos de sua área e começar a ler sobre negócios e empreendimentos. Mas lembre-se: Toda teoria é muito boa, até chegar na prática. Papel aceita tudo, o mercado não. Pense nisso.
Grande abraço e sucesso!!
[i]Celso F. Derisso Filho é publicitário, professor, palestrante e empreendedor do Grupo IT Brasil (www.grupoitbrasil.com.br). Contatos através do e-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. | Para seguir: twitter.com/uaus[/]












