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Quarta-Feira, 10 de março de 2010  Tamanho da letra: A A A

49% dos alunos de S. Carlos sofrem bullying

Pesquisa revela que alunos sofrem bullying em S. Carlos (Reprodução)
Pesquisa revela que alunos sofrem bullying em S. Carlos (Reprodução)
Pesquisa realizada pelo Laboratório de Análise e Prevenção da Violência (Laprev) do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) revela que 49% dos alunos de escolas públicas da cidade sofrem bullying.

Trata-se de uma modalidade de violência na qual um ou mais aluno agridem outros de forma repetitiva. A enquete ouviu 239 estudantes entre 11 e 15 anos de idade de três escolas públicas de São Carlos.

O estudo mostra ainda que entre os alunos envolvidos com bullying, 26% foram exclusivamente vítimas, 21% foram alvo/autores de intimidação e 3% considerados apenas autores.

O trabalho foi desenvolvido por Fernanda Martins França Pinheiro, psicóloga e Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Educação Especial da UFSCar.

A supervisão da pesquisa é de Lúcia Cavalcanti de Albuquerque Williams, professora titular do Departamento de Psicologia da UFSCar e Coordenadora do Laprev.

Lucia explica que o bullying é um fenômeno que sempre existiu, mas ganhou maior visibilidade com as tragédias envolvendo assassinatos de estudantes em vários países.

“Um professor consciente talvez não permita que isso ocorra na sala de aula, mas na hora do recreio é frequente”, esclarece. “Essa modalidade de violência pode levar a pessoa a cometer suicídio nos casos mais graves”, alerta a pesquisadora.

Segundo ela, os números registrados entre os estudantes da cidade são similares a outras pesquisas realizadas em outros municípios do país.

“As pessoas que sofrem o bullying apresentam baixo desenvolvimento acadêmico, dificuldade de concentração e muitas vezes abandonam a escola”, aponta Lucia.

Segundo ela, os agressores também apresentam características como e uso de substâncias tóxicas.

O trabalho

Concluído em 2006 e divulgado agora na Revista Cadernos de Pesquisa da Fundação Carlos Chagas – faz parte das atividades do Laprev.

O laboratório também já desenvolveu um programa pioneiro nas escolas municipais de São Carlos, que neste ano estará presente em 20 escolas paulistas.

Ele vai capacitar mil professores e profissionais da rede de proteção das escolas estaduais e municipais no combate à violência.

O Laprev começa ainda neste ano uma pesquisa com estudantes universitários sobre o bullying.

O objetivo é fazer um retrospecto com aqueles que praticaram e também com as vítimas dessa modalidade de violência e seus efeitos ao longo dos anos. O levantamento deve ser concluído dentro de três anos.

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Comentários

Braz Leme - 11/03/2010 10:32:29
No meu tempo de escola básica, os autores de "bullying" que existiam, quando o fato era contra a minha pessoa, eu acabava "batendo" nos mesmos, e com isso o "bullying" era encerrado. Não adiantava levar o problema para a diretoria, pois eles nunca resolviam. Outra coisa que acabei aprendendo na época, é que praticar "bullying" com os que os faziam, também servia para encerrar os problemas.
reginaldo - 11/03/2010 08:41:17
os Pais são os maiores responsáveis, (separações distanciam pais de filhos)....

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