As últimas entrevistas do prefeito Paulo Altomani deixaram de lado a diplomacia entre os poderes Executivo e Legislativo. O prefeito de São Carlos partiu para o ataque sem vislumbrar as consequências do ato. Na DBC FM, o prefeito foi duro no discurso e soltou: "A gente manda o projeto e aprova na hora, porque isso é interesse da população. Agora o que não vou fazer é atender interesses privados, particulares dos vereadores. Não vou entrar no jogo do 'toma lá, dá cá'. O Julio Soldado entrou e foi mandado embora".

Entendimento

Para um bom entendedor, meia palavra basta. O prefeito quis dizer que os vereadores agem em benefício dos próprios interesses e que Júlio Soldado era o coordenador da suposta farra. Pera aí. A Câmara vai aceitar esse discurso calada?

Campo

Paulo Altomani entrou definitivamente em um campo minado diante dessa afirmação e os vereadores ficaram sem saída, pois agora terão de desmentir o prefeito. Caso contrário, o Poder Legislativo do qual o presidente Marquinho orgulha-se em dizer que é altivo e independente ficará com a pecha de homologadora.

Moleza

O prefeito de São Carlos deixou claro o seguinte. Não aceitará imposições da Câmara. Então, fica a dica: que tal extinguir a Secretaria de Governo na reforma administrativa que deve ser implementada em 2015. Afinal de contas, se não haverá interlocução com a Câmara, pra que gastar dinheiro com esta pasta.

Caneta

Paulo Altomani está agindo com tanta arrogância com a Câmara que no último final de semana, em visita ao Albergue Infantil, soltou, mais ou menos assim, a seguinte frase: "encaminhei o projeto de lei para prorrogar o contrato com o Salesianos por mais alguns meses. Se os vereadores não votarem, cada um deles vai ter que pegar duas crianças e levar para passarem o final do ano na casa deles".

Explicando

O Salesianos cuida do Albergue Infantil. Se a Câmara não votasse o projeto de prorrogação, a entidade corria o risco de deixar de cuidar das crianças a partir de 31 de dezembro. O projeto foi aprovado.

Pensando

Pelas falas de Altomani, ele imagina que manda na cidade, na Câmara e tem poder de polícia. Lembram-se que no começo do mandato ele parou um ônibus que se envolveu em acidente?

Francamente

Altomani pegou muito pesado com a Câmara. Não é de hoje que o Legislativo recebe projetos quadrados e têm que arredondá-los e deixá-los nos conformes da lei durante a sessão. Disparar a metralhadora verbal sem aceitar as falhas que nascem dentro da Prefeitura é no mínimo hipocrisia da parte do prefeito.

Estratégia

Comenta-se nos bastidores da Câmara que a análise dos projetos oriundos da Prefeitura terão muito mais rigor na Comissão de Justiça e Redação a partir de 2015.

Especulação

Especula-se inclusive que o vereador Roselei Françoso pode vir a presidir a comissão, em função do seu amplo conhecimento em projetos de lei.

Muro

Antônio Carlos Catharino é o atual presidente da Comissão, mas queimou o pé com o pessoal do PMDB. É que na eleição da mesa diretora da Câmara, segundo reza a lenda, o vereador negociou seu voto até o último minuto. Catharino estava propenso em votar em Edson Fermiano.

Moralidade

Já que o prefeito fala tanto ultimamente em pregar a moralidade, que tal dar uma olhadinha no Departamento de Licitações, afinal de contas, vez ou outra, surgem denúncias de erros crassos.

E as notas?

Já que nesta cidade o que mais tem são promessas não cumpridas, vamos dar a nossa colaboração. As notas dos vereadores ficaram para uma coluna especial na próxima segunda-feira e não hoje conforme o prometido. Sexta-feira não teremos Ácidas.

E as notas II ?

Não conseguimos ainda reunir os membros do MEMAP (Membros do Estado Maior da coluna Ácidas da Política), para discutirmos as notas de cada vereador. Foram muitas festas...

Então...

Queremos desejar a todos os nossos leitores um feliz natal e até semana que vem. Fui...



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